
Amigo, estou sentindo muito a sua falta estes dias.... e justo estes dias que tanto tenho para compartilhar contigo e para piorar estou sem celular !
Toda história tem um final mas na vida todo final é apenas um novo começo. Agora é a hora de escrever uma nova história, a minha história, só que dessa vez buscando novos rumos, horizontes, sons, cheiros, sabores e cores. Sempre atenta as muitas vozes no ar, nesse observatório da vida real, para quem acha que o mundo é propriedade alheia.

Tenho esforçado, e muito para encontrar um equilíbrio entre a minha melancolia e árdua insaciável vontade de viver. Complexo demais essa vida de humor oscilante, são diversos fatores que abaixaram toda a minha euforia de "de hoje em diante, tudo será muito diferente".
Existem dias que não se entende e faltam palavras para explicar o que não se explica pois, na verdade, não se sabe se existe ou não. É algo que chega e fica, mas que não se apresenta ou mostra sua cara, chega e fica e sei que um dia ou em algumas horas partirá.


Ao contemplar torci para ser um equivoco. Tudo menos aquilo que realmente era. Fechei os olhos e pensei nas mais diversas hipóteses, a desculpas eram as melhores, mais convincentes e queria permanecer ali, com os olhos fechados. A realidade sempre dói, dói saber que o que se vê, era o que não gostaria, tudo menos aquilo. Respirei fundo e fechei os olhos mais uma vez, e convenci de que era real. Agora as hipóteses eram como conviver com o que se vê, com o que seus olhos gritam para não vê, e não se quer ver nunca mais. A pergunta não calava: por que comigo? Será que meu destino consumado seria de ter sempre o deslumbre que a minha hora não chegou? Ou será que ela vai chegar um dia? E passo a duvidar de mim mesma, e busco dentro do meu ser, algo que faça sentido para ser assim, o destino que jamais esperei e desejei para mim, é a realidade que me consome por dentro e me seca. Olhei para o alto em busca de respostas, um silencio, mesmo com as mais diversas vozes no ar, e nada mais faz sentido. E ausentei-me para um canto solitário, a minha companhia é o consolo nos momentos que desfalece os anseios do meu coração, e busco abraçar-me com alento, um abraço interior de conforto de que a fé pode remover montanhas, mas será que ela remove a incredulidade do meu olhar diante da realidade fria e cruel? Não remove. A realidade está ali com todas as cores, nomes, significados e sentidos. E será sempre a realidade imutável dos fatos e eu, aprendiz de vivente, engulo seco as peças do destino, destino esse que nem sabia se era esperado ou não, mas que secretamente era sonhado. E chego a pensar que algo extraordinário um dia ainda pode acontecer. Mas que dia seria esse? Em qual calendário ele se baseia? Teria ele marcado um encontro comigo no passado e eu perdi? Não recebi nenhuma nota de confirmação de presença. Teria ele esquecido meu endereço? Comuniquei a sr. Felicidade onde moro, e constantemente a convido para um chá e quem sabe passar uma noite também, ela bateu na porta algumas vezes mas quando abri, resolveu bater um papo na porta apenas, pois ela sabe quem quando entrar não vou largar mais.