sábado, 31 de maio de 2008

Hoje é dia de minha mãe

Foto by Renata Rocha
Hoje é dia de minha mãe e falarei da pessoa dela de maneira poética: "ela é aquela que me colocou no mundo e sem a qual eu não existiria". Felicidades !!!
Rolou a tradicional festinha de níver com todas as "tias" (maneira carinhosa que me refiro as amigas de minha mãe) e suas particularidades que tanto admiro e claro analiso seus comentários sobre a vida e os filhos, porque no fundo são super divertidas. Enfim, foi muito legal.

Ah hoje também é dia de Vera, mãe da Bia ! Tia, happy birthday para vc tb !

Resumo da tragédia da noite anterior... Usarei o texto de minha adorável amiga-escritora "Beatriz Cordeiro" cujo o blog tanto admiro http://uncannyandstrangedejavu.blogspot.com/ . Recomendo a todos. Sim, tomei um tombo no banheiro, que não era meu, fui parar no hospital mas, já estou bem.

"Quem me conhece sabe o ódio mortal que tenho de tapetes.
São, na maioria das vezes, muito feios. São criadouros de ácaro e mofo, fedem, recolhem toda a sujeira do pé de quem passa por cima e ficam lá, enfeitando o quarto onde a gente dorme.
Aquela nojeira completamente anti-higiênica me dá alergia só de pensar que existe.
Ok, tapete de banheiro é fundamental, para que ninguém escorregue ao sair molhado do banho. Mas como enfeite? E da Tunísia??? Haha, só provoca tombos.
Para quem não está a par dos últimos acontecimentos... minha amiga levou um tombo em um tapete "tunisiano" que enfeitava um banheiro. Enfeitava? Não, estava lá para fazer as pessoas escorregarem. Eu falo que odeio tapetes e ninguém nunca me leva a sério... falam que é frescura, porque ter um tapete é suuuuuuper chique. Haha, até parece...
Bom, mas para quê falar de tapetes???
Porque me puxam o tapete o tempo todo. A vida, no caso. Uma merda.
Queria ter os pés firmes no chão a todo momento, mas não... ando constantemente em cima de um tapete (fudidamente brasileiro) e que só me faz escorregar, levar tombos..."

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tenha paciência !

Foto by Ge
Incrivelmente o ser humano insiste na estúpida ideia de que pode alterar e modificar a opinião alheia; okay, publicitários e o pessoal de marketing fazem isso a todo o momento. (desculpem aos amigos dessa área neurótica da comunicação- amo vocês apesar disso, pois também preciso disso para viver). Quero dizer que acho formidável a prepotência que as pessoas tem em querer manipular as decisões alheias e o pior: de maneira agressiva impor a sua própria vontade mesmo que o outro não queira.
Trocando em miúdos: ontem postei um texto um tanto quanto poético aqui, com uma mensagem nada subliminar pois creio eu, estava bem claro o objetivo do mesmo, e ainda assim o cidadão não me dá paz.
Pois agora: SOME DA MINHA VIDA, ESQUEÇA-ME IGNORE QUE EU EXISTO E CUIDE DE VOCÊ ! DEIXE-ME EM PAZ.
Recado dado.... se continuarem as mensagens no celular, a próxima será destinada a 190.
Dia de encontrar com Ge, na clínica de psicologia que ele trabalha. Dia então de rir dessas figuras que enchem a nossa vida de historias engraçadas, trazendo conforto para nossas crises pessoais, pois perto deles somos "o equilíbrio emocional ambulante".
Deixarei um texto abaixo que postei no blog a um bom tempo atrás, é a única coisa que consigo expressar nesse momento mas, amo esse texto e espero que gostem !
Beijos para todos.
Um carta para mim -
Preciso viver algo novo, que me dê esperança de um futuro bom.
Que faça meus olhos voltarem a brilhar, coruscar para as coisas simples da vida. Assim, não preciso ser simplesmente “encantadora” para ninguém, só para mim.
Algo que eu defenda e aposte cartas, porque vai valer a pena. Não preciso de mais nada que me faça chorar, quando as lágrimas estiverem engasgadas, ate mesmo por que choro de rir.
Porem, quando choro de verdade, não derramo uma lágrima. Quem me conhece mais do que eu mesma, incrivelmente não desiste nunca. Entende-me tão perfeitamente e não se deixa enlouquecer com minha insanidade.
Afinal sou lúcida nas minhas manias, permanente na minha inconstância, irrequieta na minha comodidade. É “senhora razão”, que está tão longe e tão perto. Minha fraqueza e minha fortaleza.
Foram tantos erros, até já me envergonhei, sofri com as conseqüências, senti ódio fulminante... Quis voltar, não deu.
Ao retorno impossível, agradeço por saber que amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz.
Quantas decisões erradas, rumos inesperados, atalhos que surgiram, distrações... pedras, buracos, tropeços...machucados.
Ai, os machucados... Quantas vezes chorei, julguei, até mesmo odiei por ter sido machucada.
Mas, agora, depois de todo esse tempo, contemplo essa cicatriz semi-aberta, e dou conta que sou o motivo dela. É inevitável não me culpar agora.
Faltam palavras, fôlego... Apenas um olhar dizendo: "-como é que eu fico?"
Peregrinando, busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada, e quando por fim me entrego, atiro e quando resolvo recuar não volto.
Ainda que queira, orgulho às vezes é fogo que consome. Oh lacônica seguidora de uma cultura narciso pós-moderna.
Agora sou eu que estou do outro lado, mesmo não querendo.
O destino brincou comigo, me fez escolher sem perceber, seria percebendo?
Aprendi diversas desculpas para as escolhas, e para tudo, porem, apesar de, diria que a fatalidade jogou sujo, zerando minha sensibilidade, aniquilando a vontade de sentir.
Montei o palco, depositei esperança nas falas decoradas, colori a realidade com alguns sonhos, enxertei sonhos em cenas reais, decorei o roteiro, mas, quando acenderam as luzes me dei conta que esse não é o meu papel.
O acaso não erra.
Demorei muito tempo para perceber que não sabia me definir, meu papel protagonizado pelo acaso, lançou-me como coadjuvante do destino. Catatônica.
Não aprendi a arte de dirigir, interpretar exige técnica, direção um olhar superior, cansei de esconder-me no conforto do backstage.
Sempre estive por trás de músicas que refletiam meu momento, ou usava construções de personalidades alheias para que tivessem determinada imagem de mim.
E a todo instante mudava de opinião, apagava o que estava escrito e recomeçava. Indecisão? Perplexidade? Embaraço?
Vai saber. Não, ainda não aprendi a definir as vivencias pretérita, e acho que estou bem longe disso.
Estou em constante busca de um caminho. Caminhante em busca de uma estrada, eternamente, estrada em mim.
Sei o que é desistir de tudo e ser obrigada a voltar atrás.
Tenho a sensação de estar simplesmente revivendo o que passei, volto-me as cenas anteriores, flashbacks involuntários, por todos esses anos: a constante busca pela definição de papeis no palco armado.
Seria um circo de lona aberta? Não gosto de picadeiros. A alegria forçada é catalisador do gozo necessário para o convívio harmônico, imprescindível para calar a dor de quem geme.
Contraditoriamente, estou negando praticamente todo o meu passado, para evitar que minhas antigas dores voltem a me atormentar.
A recordação das vivencias prazerosas, despertam-me para o presente vazio. Esforço-me para lançadas ao mar do esquecimento, betabloqueador diário.
Não as tolero, suporto, fantasmas em noite de verão apontando as marcas deixadas, na alma, corpo e espírito.
Não quero esquecer o que vivi só superar. Pois o roteiro já foi consumado, é hora de rodar os créditos! Dedicatórias em rodapé.
Nunca me custou nada ser sincera, indelicada não, apenas sincera.
Sei o que é angústia sem cura e solidão em meio à multidão.
E é exatamente por isso que não sei mais o que quero, além de viver cada instante intensamente, ainda que isso seja mera ilusão, graças à companhia de Baco.
Aproveitar os momentos que aparecem diante de mim, como se tudo pudesse ser perdido em um piscar de olhos, e o fruto da ansiedade é fluidez das decisões.
Às vezes emoldurava o texto, com uma narrativa para satisfazer o publico. Maldita semiótica!
De maneira paradoxal não cultivei o interesse pela vida alheia, exceto as que fossem realmente importante na minha vida, cada dia observo que seu numero diminui e a qualidade acrescer.
Entretanto escolhi não ser leviana com as pessoas, ainda que não as tolere, apresento-as com o respeito que são dignas, mesmo não merecedoras da minha consideração.
Não deixei meu pré-conceito impedir de ver o outro lado, e mudar, aceitar as diferenças, compreender sua cultura, ser a parte periférica que observa.
Nunca quis que todos gostassem de mim e não fiz questão de ser mimada por quem não convém e passei a não dar tanta importância pra pessoas tão desnecessárias.
Abri mão do que sempre quis, pois, nunca quis que entendessem meus desejos, apenas respeitassem.
E a nunca mais fazer planos que dependam dos outros, porque os outros... ah, eles decepcionam. E eu definitivamente não preciso passar por isso mais uma vez.
Agorafobica assumida, fruto de um perfeccionismo patológico, mas que gosta de saber que seus pensamentos no fundo são leituras banais, obrigatórias de cabeceira.
E hoje nunca quis tanto ser invisível.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A roda do meu coração

Foto by google
Ser humano é algo muito divertido.
O fato de ser totalmente imprevisível faz com que seja dotado de uma ironia surreal, repleta de sarcasmos e lógico: a sutileza que o garante que tudo não passa de uma doce brincadeira, um faz de contas do real.
Acho engraçado o dom que possuem de esquecer os erros que cometeram com o outro no passado, marcam vidas utilizando uma espécie de lápis com borracha, onde em uma das pontas escrevem linhas tortas com expressões, às vezes, um tanto agressivas, imperando a sua própria vontade, ignorando o sentimento alheio, e como em um passe de mágica, viram o lápis, onde na outra ponta encontra-se a possibilidade de apagar as falhas que cometeram, esperando que o outro compreenda esse jogo de “brincar de gostar, não mais gostar e depois gostar novamente ”. Acho tudo isso hilário.
Em uma geração onde as coisas são descartáveis e aquilo que pode ter algum tipo de valor, ou novo uso, é guardado para quem sabe uma possível reciclagem; o próprio ser humano tornou-se reciclável, deixando-o de lado para que no momento certo, ele possa ter uma nova utilização, claro, de acordo com a nossa vontade e necessidade. E assim as pessoas são usadas, jogadas, descartadas e em algumas vezes usadas novamente com uma nova roupagem, sempre respeitando a indigência do momento, acarinhando o ego.
Existe algo delicado que se chama orgulho próprio, doce palavra que assegura o direito de não entrar nessa roda neurótica de ser descartável, sentimento esse que garante a nossa liberdade de ser quem somos, e fazer nossas próprias escolhas, escolher não mais ser vitima do erro alheio e a escola do outro na arte do crescimento do mesmo.
Orgulho próprio... Hoje estou inflamada deste!
Já errei com muitas pessoas, já errei comigo mesma, fiz muitos chorarem e já chorei por muita gente. Aprendi com os erros que cometeram comigo e os que cometi com muita gente, porem, aprendi que existem coisas que não possuem volta e erros que são irreparáveis. Para tudo existe o perdão, mas para o perdão existe uma escolha: deixar ir ou ser a eterna vitima da falha alheia.
Engraçado é quando se perdoa alguém e esse alguém insiste que você esqueça o que aconteceu, como um teatro onde o texto foi encenado erroneamente, para-se o ensaio e recomeça novamente. Porem a vida é um teatro que não foi ensaiado e muitos erros passam despercebidos, já outros roubam o brilha da peça, não é possível voltar de onde parou e fazer tudo novamente, as luzes apagaram e a cortina fechou. É o Réquiem que tanto se temia, a chance de contracenar aquele roteiro já era.
Existe um ser humano assim em minha vida, fez a sua escolha, e naquele momento consistia em excluir a minha pessoa de sua vida. Naquele momento a única coisa que tinha importância eram os seus sentimentos, justificativas e nada mais. Brincou com meus sentimentos, jogou com as minhas emoções. Respeitei sua escolha e o deixei ir. Anos se passaram e minha vida passou a incluir novos coadjuvantes, luzes mais potentes, um roteiro todo especial. Aquela pessoa do passado, ficou aonde deveria ficar: no passado, no meu palco hoje, não existe mais espaço para ele, porem, insiste ficar no backstage implorando uma ponta quem sabe no capitulo destinado a “ amizade”, já expliquei que não possue lugar para ele ali, mostrei o local que hoje foi destinado a ele no meu teatro: nos arquivos mortos, mas ele insiste, pergunta se pode fazer um teste, mostra o currículo recauchutado, pede uma nova chance.
Uma frase muito usada nos botecos da vida, em livros de auto-ajuda, pelos avôs em seus sábios conselhos: “ o mundo dá voltas e um dia se está por cima, já outro pode se estar por baixo”, que o mundo dá voltas eu sei, prova disso são os arquivos mortos que ousam em reaparecer, mas não quero estar por cima e nem por baixo de ninguém, quero continuar onde estou, cuidado da minha vida, fazendo as minhas escolhas, sendo zelosa para não atirar pedra em ninguém, plantando flores no meu jardim.
Ser humano e seu ego inflamado, que somente valoriza quando se perde....
ps: para você que hoje não faz mais parte da minha vida, e sabe que esse texto é destinado a você, agradeço as suas considerações em reconhecer que fui importante em sua vida, mas quero que saiba que você tambem foi importante na minha vida, todavia, hoje você pode ter o meu respeito pois como todo ser humano é digno dele, não espere nada mais do que isso.
A todos os amigos que me auxiliaram na minha pesquisa de campo da minha monografia da pós: VALEU DEMAIS PESSOAL !

Obrigada pelo carinho, paciência...

Fabio, Bia e Daniel (ajudaram em dose dupla), Brenon, Fernando, Renan, Botinha, Odilia, Ilka, Giovana, Fernanda, Priscila, Salomão, Geneson, Amanda, Leo... Pessoal valeu demais!

Entreguei os resultados da pesquisa hoje, agora é a parte teoria... Tenha paciência !

Vocês brilharam!


terça-feira, 27 de maio de 2008

Passo a Passo

Foto by Renata Rocha
Estou lendo um livro muito interessante nos últimos dias: mulher que correm com lobos. Ele fala sobre o universo feminino e como resgatar os valores do ser “mulher”, através de uma analise de Jung. Enfim, estou curtindo muito essa onda filosófica.
Fato é o livro tem me ajudado de certa forma a analisar algumas atitudes em minha vida, a buscar resposta dentro de mim mesma, agir de acordo com a intuição bem como leva-la um pouco mais a serio. Engraçado que sempre que a consultamos, a probabilidade das coisas fluírem de uma maneira mais sólida, caminhando para um objetivo favorável, é muito grande. Agora me consulto mais antes de tomar alguma decisão.
Fruto dessa escolha, baseada na minha intuição, foi a troca de fisioterapeuta e método fisioterápico. Surto para alguns, atitude estranha para outros, desobediência para o meu medico. Porem, hoje estou mais leve e feliz com a decisão tomada, mais tranqüila quanto a probabilidade de dar certo dessa vez, ou melhor, dar ainda mais certo, pois a fisioterapia que fiz anteriormente, foi mais do valida, prova maior disso é que estou andando agora.
Dessa vez busco algo mais profundo, mais pessoal, cansei de encontrar-me em um ambiente com diversas outras pessoas, muitas delas me perguntando por que uma moça nova sentia dores fortes e estava ali. Cansei um pouco da exposição do meu prognostico, vários estagiários discutindo meu caso, cada profissional que se aproximava apresentando não somente uma nova alternativa de tratamento com uma palavra de desanimo agregada a um “não desista”.
Percebi que existe sim uma influencia externa no processo de conquista de algo, seja um bem material, uma promoção no trabalho, bem como a evolução de um tratamento medico. Antes achava que essa coisa de energia negativa, era papo de pessoas que curtiam “nova era” ou doutrinas religiosas mais “zen”, por assim dizer. Mas observei na minha própria vida que isso influencia e muito, e cansei de tentar ser boazinha para que com isso as pessoas me tratem de maneira educada ou com certo tato (refiro isso a esdrúxula forma de atendimento aos pacientes na clinica fisioterápica que estava realizando tratamento).
Precisamos ter ao nosso lado pessoas que verdadeiramente torcem pelo nosso sucesso, conquistas e pela nossa alegria. Tarefa difícil essa nos dias atuais, difícil porem não é algo impossível. Baseada na minha intuição de que aquele lugar estava me afetando emocionalmente, bem como o tratamento não estava sendo tão efetivo, larguei tudo sem ao menos dar satisfação (e o mais engraçado, para provar a minha teoria de que eles estão pouco se lixando para o paciente, também não entraram em contato) comecei um novo tratamento, com nova fisioterapeuta, em novo local, e com força total.
Objetivos dessa vez? Bem, como não mais poderei correr, usar salto alto, acho que o objetivos agora é ter a vida o mais normal possível, o que seria uma vida sem dor. E assim vou seguindo, passo-a-passso, rumo a algum lugar.
Tudo bem que uma perna ainda esta fraca mas, minhas asas continuam fortes, vibrantes e ansiando o dia de voar.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Hoje é domingo

Foto by Renata Rocha



Hoje é domingo...
Pé de cachimbo.... Sempre gostei dessa ciranda infanitl, saudades de um tempo bom.


Hoje foi dia de almoço-jantar no subway.
Amiga, valeu pela companhia!
Preciava de um abraço e um ombro...
Obrigada !

domingo, 25 de maio de 2008

Bienal

Foto by Heather's myspace
Fui a Bienal do Livro hoje, impressionei com a dimensão que o evento passou a ter, antes era uma simples feita em uma antiga serraria que foi reformada, onde a maioria dos expositores eram sebos com coletâneas completas de Balzac. Mas foi legal do mesmo jeito, tudo bem que gostaria de ter assistido o café literário com a Maitê, mas diverti e muito ouvindo as travessuras de Carol, em uma brilhante atuação como jornalista, papel esse que admiro muito, principalmente as suas crônicas dotadas de uma ironia fantástica. Enfim, Carol fiquei com muita vontade de ter tirados fotos incríveis com vc, ou melhor, de ter sido fotografada ali por seu fiote, mas tudo bem...
Recapitulando, Bienal do Livro.... Sim, foi legal. Adquiri novos exemplares interessantes e já garanti as leituras do segundo semestre. Encantei-me com alguns livros infantis e claro ri demais pela quantidade de livros de auto-ajuda que encontrei, e os títulos mais idiotas com alternativas para resolver todo e qualquer problema. Acho que essa historia de escrever crônicas, poemas e romances não esta com nada, o lance é escrever somente o que as pessoas querem ler, e o que não vai gerar muito trabalho intelectual, todo mundo quer muito mascado a ponto de engolir... essa geração fast food está corrompida.
Enfim, não farei mais comentários, pois estou com um pouco de preguiça de escrever, ou melhor, estou afim de ler....
Para um cidadão que nunca vi na vida, que leu meu blog e disse a um amigo em comum, que sou muito “marketeira” rs.... Fiquei lisonjeada com o seu comentário pois, se o que faço aqui é marketing, sou muito boa nisso, afinal vc ouviu sobre o meu blog e veio conferir! Sinta-se livre para apreciar toda empregabilidade das teorias de Philip Kotler já que julga meu site e minha pessoa como marketeira, deve saber quem é Kotler. Enfim escrevo aqui o que quiser e lê quem quiser, e viva a democracia!
Beijos amigos.... entrem e fiquem a vontade (ops: acho que esse é o slogan “marketeiro” do Big Brother) hahahahaha

sábado, 24 de maio de 2008

Sem volta

Foto by Renata Rocha
A metade sempre nos leva a pensar na outra parte.
É a ansiedade de perder o que restou,
Ou voltar o que se foi.
Para quem sabe, ser o que era, ou o que nunca imaginou.
Pedaços sem dono,
Dois lados de um historia,
Ou de alguem ou nada.
Coisas existentes, ou sobreviventes ?
Não existe mais alegria no encontro,
Expectativa da procura.
Hora de desprender do que não se tem.
O mundo da voltas, hoje ali e amanha embaixo,
Aquilo que se joga fora, nem sempre volta.
Pois a metade que ficou, te apagou da memoria.
O mundo dá muitas voltas... a semeadura é livre porem a colheita é obrigatoria. A minha escolha é por ser quem sou, lembre-se: quando eu me entrego, atiro mas quando eu me recuo, não volto !

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Hoje é dia de Mariana

Foto by Renata Rocha
Hoje foi aniversario da Mariana, e aconteceu um almoço bem gostoso em sua casa, com direito a reencontrar algumas pessoas que perdi o contato a um bom tempo.
Uma tarde agradável em um local muito gostoso que possue certo significado para mim. No condomínio que ela mora, é o mesmo que morei quando nasci. Lembro da minha mãe contando algumas historias sobre aquele local, algumas boas já outras nem tanto, mas, imagino que para ela e meu pai, (sei que ele gostava dali) aquele local tem certo sentido especial.
Quantos sonhos foram gerados ali, alguns se concretizaram, já outros não. Ali eram 3 pessoas e tempos depois, se tornaram 4 e depois voltou a ser 3, porem de uma maneira bastante diferente, como, jamais ousei imaginar. Pensei muito naquele lugar, pensei nos meus pais e no inicio do casamento deles, quando eu nasci e sei a alegria que isso gerou ali, naquele mesmo local. Não sabia em qual daqueles prédios eles moraram, apartamento, mas pensava nas expectativas, e em tudo que eles ansiavam ali. E confesso que fiquei bastante emocionada.
Permaneci no aniversario da Mari praticamente todo o dia, e ao sair dali, fui a casa de Bionca desejar uma boa viagem, com direito a pastel de angu, muitas gargalhadas e claro: reflexões sobre a vida.
Amiga, boa sorte em Sampa, estou torcendo por vc !

quinta-feira, 22 de maio de 2008

A casa de "seu cabelo"

Foto by Renata Rocha
Estava frio, e muito frio. A garganta doendo, o nariz já não sentia mais os cheiros, graças a uma coriza interminável. O corpo doía muito e queria somente cama e coberta.
Após um telefonema que me deixou bastante desanimada, e me fez olhar para a minha situação e por alguns minutos chorar. Naquele momento a opção que me restou foi buscar uma maneira de tentar distrair, pensar em outras coisas, tentar encontrar uma saída...
Minha flor ligou-me e fez um convite: vamos a um buteco bater papo? Na hora não pensei, pois se estivesse pensado não sairia do lugar. Banho, roupa quente, cachecol e ainda dei a sorte do bus passar na hora que cheguei no ponto. Encontrei Carol e com ela Paty, Jamerson e Carol... Uma noite de discutir a função do ar condicionado no processo psicopedagogico, bem como a importância do “dever de casa” no processo de aquisição de conhecimentos, em programas de pós graduação. Bobeira demais para uma noite só.
Mas o ponto alto se deu, quando realizamos uma visita na casa do “seu cabelo” e suas mil historias fascinantes, lp’s na vitrola com direito a Caetano Velozo anorexico na capa de um deles, vinho de pinga, e a certeza de que para levar a vida de maneira mais leve, é necessário uma dose de diversão e bom humor. Ganhei um pacote completo de tudo o que é necessário para viver momentos felizes e ver que apesar das dificuldades vale muito a pena.
E para completar: leitura das perolas de Carol, com direito a muitas hipérboles, encenação e claro: gargalhadas mil !
Pessoal, amei tudo...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O mesmo final de sempre

Foto by alguem do dia do meu niver
Venci a luta contra a gripe, juntei forces e fui à fisioterapia.
Agradeço ao meu ilustre amigo insano Geneson, uma vez que havíamos combinado de encontrar em um shopping para aproveitar a promoção do cinema, concentrei as minhas forças nos momentos de diversão e risadas garantidas que a sua presença sempre me proporciona. Amigo, valeu, mais uma vez você me ajudou e foi fundamental, mesmo sem saber!
Vamos ao filme....
“O melhor amigo da noiva” foi a pedida da vez. Sim, é daqueles filmes bobos, água com açúcar, comedias românticas com final extremamente previsível, porem, são filmes perfeitos para quando você não gostaria de pensar em absolutamente nada, ri das piadas que estão sempre presentes nos filmes desse gênero (achar que algum personagem é gay, algo envolvendo sexo) e claro: se emocionar, deixar rolar algumas lágrimas saírem timidamente, torcer para que o final seja o mesmo de sempre, e sai do cinema com aquele gostinho: ai, que bom se o mundo real fosse assim. Enfim, o tipo de filme para não fazer nenhum tipo de esforço mental. Perfeito para o meu estado físico um tanto quanto debilitado, serviu para receber uma porção extra de seratonina o que me permitiu “ficar feliz” por algumas longas horas.
Todavia, ao termino da sessão lógico que aconteceu uma “analise” do filme.
O “melhor amigo da noiva” era um galinha sem pudor algum, desses caras que a cada noite tem uma mulher diferente na sua cama e como meta de vida: o importante é curtir o momento, aproveitar, ser feliz, não se envolver e jamais dizer “eu te amo” . Já a noiva, era aquela amiga que ouvia os casos amorosos do amigo, que dava palpites, conselhos, aquela que frequentava as festas de família, e sabia os seus defeitos e qualidade, e como toda mulher na casa dos 30, sonha com o casório e vestido de noiva. Eis que a sorte bateu em sua porta, ela encontra o homem-perfeito, que a pede em casamento e começa ai o desenrolar de uma trama divertida, suave e longe do real.
Ao conversarmos sobre o filme, Ge, eu e Thiago chegamos a seguinte conclusão: não somos pessimistas, o mundo que é péssimo!
Tarefa difícil é encontrar alguém que nos complete, alguém que realmente venha amar da maneira que compreendemos esse amor, alguém que seja inteiro e se entregue por inteiro, alguém igualzinho a nos mesmos. Essa historia patética que os opostos se atraem, creio eu, foi inventada por casais totalmente diferentes, que fazem um esforço gigante para tentar convencer a todos e principalmente a eles mesmos que são felizes, e que vivem em um lar harmonioso. No fundo, procuramos alguém como nós. Usando uma frase, que pertence a uma musica do Pato Fu: “...eu queria tanto encontrar, uma pessoa como eu, para que eu possa confessar, alguma coisa sobre mim...” Acho que se resume a isso, a busca pelo companheiro amoroso é algo que começa primeiramente em nós. Quem somos? O que gostamos? O que queremos? O que não queremos? Se não conseguimos responder a elas, se não conseguimos dizer o que nos mesmos idealizamos, que tipo de pessoa então estamos procurando? Se não sabemos nada ao nosso respeito, como esperar que o outro nos aceite, corresponda e compreenda algo que é um enigma tanto para ele quanto para nós?
Ai está a dificuldade... Tudo começa em mim, em você, dentro de cada um. O se conhecer, o se descobrir, o se enamorar, o ser intimo de si mesmo, o primeiro passo para conviver com o outro, em sociedade, pois dessa forma, os limites de cada um são respeitado, pois verdadeiramente serão limitados e teremos forças para dizer não quando algo não esta no seu lugar, quando o nosso espaço é invadido, e não se alguém é convidado mas ai percebemos que não se adequar aquele lugar, a nos mesmos.
Oh tarefa complicada é encontrar e conhecer alguém, mais difícil ainda é se conhecer, e pior ainda é quando o pouco que sei sobre mim mesma, chego a conclusão que dificilmente encontrarei alguém como eu.
Enfim.... ainda procuro pois sou teimosa e sempre torço para os finais felizes.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Puxe o racional

Foto by Renata Rocha

A noite foi péssima… enjôo, acordando varias vezes com uma dor latejante, mesmo tendo utilizado fortes analgésicos. Deitada tinha a sensação que estava a ponto de desmaiar e respirava aliviada em saber que se algo acontecesse, já estava na cama. Já tive isso outras vezes, porem, ontem foi algo tão intenso que pensei seriamente em ir ao hospital, achei por bem respirar fundo, tentar relaxar e quem sabe voltar a dormir.
Queria ficar na cama, meu corpo na verdade pedia repouso, porem tinha fisioterapia. Meu emocional tentava trabalhar em minha mente o conceito: você não esta sentindo bem, é melhor ficar em casa, você pode faltar, não tem problema em faltar. Porem o racional dizia: vamos, força, coragem, levanta da cama ainda que com dor. Peguei um agasalho e torci para que não estivesse fazendo tanto frio, tomei um analgésico na esperança de que naquele momento ele produzisse o efeito que deveria ter, e que não se repetisse o quadro da noite que passou.
Por sorte, não estava tão frio quanto nas manhas anteriores, e meu ônibus passou bem rápido e fui premiada com um lugar para assentar.
Realizei todos os exercícios e alongamentos, só que na volta para casa, senti novamente a mesma dor latejante dentro do ônibus, a viagem parecia não ter fim e minha casa extremamente longínqua. Comprei um suco para ver se me ajudava, se a ingestão de água e açúcar pudesse trazer algum tipo de alivio. Todavia, em vão.
Ao avistar em minha cama, no momento que cheguei em casa. A única coisa que pude fazer foi me atirar ali e respirar fundo. Mas fiquei feliz. Feliz por ter superado a dificuldade da dor, da gripe, do frio e ter feito o que deveria ser feito, tudo bem que se tivesse ficado na cama, normal, não me sentia bem, o ir gerou em mim forças para não desistir.
Não posso perder o alvo, agora é eu comigo mesma, ninguém fará por mim o que tenho que fazer, não existe torcida ou vozes de incentivo no ar, é o momento de eu ser a minha própria torcida, fazer aquelas coisas de revistas femininas quando oferecem dicas de auto-ajuda: “diga a você mesma que vai conseguir”. De certa forma funciona, existe poder em nossas palavras, existe poder na torcida interior, hoje compreendi a dimensão da expressão: força de vontade e percebi que tenho isso sim. E foi bom ainda que difícil.
Consegui dormir um pouco, acordei sentindo levemente uma melhora, vi que era o momento de sair da cama e não me entregar ao quadro que persiste em continuar. Tomar um banho, lavar os cabelos, deixar as unhas pintadas e sentir bem, nem que seja o exterior ao contemplar no espelho. E foi bom ainda que difícil.
O que gostaria na verdade, era de estar em algum lugar quente, ou uma sopa quente!
Agradeço aos recados dos amigos-vistantes, com as sugestões dos chás e o leite com mel de Nuno! Amei pessoal o carinho de vcs... Isso ajuda muito quando não nos sentimos bem.
Amanha é outro dia, estarei melhor, tenho certeza.

domingo, 18 de maio de 2008

Afe...

Estou gripada, alias muito gripada... doi a garganta, os ouvidos, todo o corpo....
Ninguem merece !

sábado, 17 de maio de 2008

Café filosofico

Foto by Renata Rocha
Hoje foi um pamper’s day!
Estava precisando disto, ser mimada por mim mesma, tirar um tempo para estar em contato comigo e divertir com isso.
A manha e começo da tarde foi leve e delicada, me senti bem no final.
Encontrei com Ge em um café, fomos assistir a uma palestra de um professor de Filosofia que tem mestrado em Nietzsche. Looogico que fiquei super animada para tal, sempre é bom saber daquele teórico que tanto admiramos e Nietzsche para mim, é tudo de bom.
Cheguei antes do Ge e as mesas disponíveis no café já estavam todas ocupadas, pedi a uma senhora se poderia sentar com ela ali, super solicita, ofereceu-me uma cadeira e já começou abrindo o seu coração e sua vida. Contou-me sua formação em filosofia, sobre seus filhos e pediu-me ajuda para escolher algo no cardápio, pois ela estava de dieta. Um crepe de frutas foi a sua escolha.
Geneson chegou e juntou-se a nós e logo já se tornou colega da minha nova colega... Quando o crepe de Sonia (esse era o seu nome) a surpresa foi geral com o tamanho do prato. Muito legal da parte dela em dividir conosco a sua saborosa refeição. Precisei tirar essa foto, para lembrar-me a beleza do prato e o gesto dela em compartilhar conosco.
A palestra foi muito bom, nos divertimos em analisar as pessoas que ali estavam e algumas atitudes extremamente bizarras. Nos sentimos super normais, justo nos dois, insanos!
Após, comprinhas no shopping com direito a pizza e para terminar, buteco com as minhas flores tão queridas.....
Dia bom, porem estou começando a ficar gripada.... droga !

ps : pequena, amei o seu recado e visitinha no meu blog ! Vc me inspira ! Continue nessa garra de sempre... beijos no coração.

Pré-escola

Foto by Renata Rocha
Por vezes, queria habitar em um mundo suave, daqueles que crianças desenham na pré-escola.
Mundo com papai, mamãe, irmãos e cachorros, de mãos dadas em uma coreografada ciranda.
Lugar onde sol dá gargalhadas e o céu sempre azul.
Repleto de sorrisos sinceros, abraços afetuosos e toda a gente feliz.

Um mundo repleto com as mais belas cores, adornado pela pureza infantil.
Onde a sombra da maldade não sabe o caminho.
E ainda que soubesse, não poderia entrar.
Pois aquele que vigia a porta não fala com estranhos.

O faz-de-contas é a língua mãe.
Pular corda é atividade aeróbica obrigatória.
E maça é sempre do amor.

Ainda que eu venha fechar os olhos,
Não deslumbro mais esse mundo.
A inocência se foi, e com ela o poder de acreditar.

Acreditar que ainda pode ser verdade.
Que a fantasia deveria ser a realidade.
E a realidade, sendo expressada pelo lápis de cor, na classe da pré-escola.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mais uma na multidão

Foto by Renata Rocha
Fisioterapia! Novos exercícios, estímulos… o engraçado é que já estou ficando fera em anatomia dos músculos! Já sei os nomes, tipo de função de exerce e exercícios para os mesmos, pois na verdade alem de praticar os movimentos, tenho aulas completas! Se a profissão me permitisse um futuro promissor, uma vez que o mercado de trabalho é péssimo, faria o curso, e posso afirmar: não faltariam indicações para estágios e empregos, afinal a minha rede de contatos ultimamente tem se restringido a ortopedistas e fisioterapeutas...
Estava conversando com Vanessa, minha nova fisio, sobre o “meu quadro”, queria saber a opinião dela do ponto de vista fisioterápico qual era o meu prognóstico, tendo como base aquilo que tenho dificuldade e o que ainda não consigo fazer, e trocando em miúdos: ela acha que talvez eu consiga um dia usar salto alto, mas correr não mais, pois as minhas articulações não aguentariam o impacto.
Sai de lá completamente arrasada. Acho que agora estou caindo na real, e conseguindo enxergar o que antes eu negava, fazendo com que assim os meus planos e sonham venham a ser interrompidos e surge apartir daí uma urgência em traçar novos, para que eu não desista.
Fui ao shopping comprar algumas coisas que estava precisando, na verdade precisava estar no meio da multidão e ser como um deles, apenas mais um.
Mais um com problemas que não interessam ao todo. Mais um rosto que logo desaparece e ninguém sabe que ele existiu, mais um, para que eu sempre lembre que não sou um a menos e nem quero ser. Por alguns momentos, enquanto tentava comer algo, segurei para não chorar, pois afinal, multidão não chora, multidão é massa, euforia, histeria. E a dor de quem geme incomoda a multidão que busca o gozo, isso vai contra as regras da boa convivência, se for demonstrar algo que seja algo agradável a todos, e sorriso agrada a todos, mas a dor de uma alma que dói não interessa aquele que pode correr, que vive correndo, que vai correr de você. Ao terminar aquela refeição, peguei o rumo de casa, caminho esse que pareceu longo, eterno, na verdade não queria sair do meio daqueles que estão em busca de algo, pois longe, lembro que ainda não encontrei, não encontrei os motivos de estar assim, não encontrei forças para abrir mão de algo que tanto queria, e simplesmente reconhecer que não dá.
Ainda bem que a minha imaginação corre, voa, e vence sempre, só assim encontro forças para articular aquilo que dói, que desgastou, aquilo que deveria gerar vida e não se auto consumir.
Estou feliz por andar, subir e descer escada, por dançar, por nadar... para quem antes acha isso o impossível, agora quero subir no salto e ver o mundo do alto.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Hoje é dia de Carol

Foto by Renata Rocha

A primeira vez que vi a Carol, os pensamentos que rodavam a minha mente eram: nossa como ela é bonita, educada (pois ela chegou cumprimentando a todos) parece ser simpática, gostei dela.
Aconteceu uma dinâmica onde cada aluno deveria falar quem era, qual era a graduação, e o que esperava do curso de pós-graduação. Palavras de Carol: boa noite a todos, eu sou a Carol, sou administradora de empresa, mas tenho uma paixão pelo jornalismo, quero ser produtora cultural, escrever um livro, alias já estou escrevendo e blá, blá,blá...
Naquele momento, como que por um insight, conclui: essa ai será minha amiga! Pois naquele momento vi que assim como eu, ela quer tudo, e tudo ao mesmo tempo, abraçar o mundo e declarar: é meu!
Dona de tatuagens incríveis, olhos azuis com um olhar que reproduzi milhares de sentimentos, sempre chegando atrasada nas aulas, também, trabalha em um local pouco longe e o transito na região é infernal, porem quando chegava, literalmente parava a aula, seja pelo tradicional: “boa noite a todos”, ou a máxima: "tem trabalho para hoje?"
Não era muito amada pela sua xará rival, que se sentia incomodada com sua presença, não a culpo por tal, porque no final das contas “Cristo foi calcificado na cruz do calvário e a culpa era do ar condicionado”. Foi minha professora de neurolinguistica, a melhor disciplina da pós. Era a única da turma que experimentou a magnitude da maternidade, e com ela, seu guri e suas peripécias eram assuntos de lei na hora do intervalo. Às vezes expressava sua opinião durante as aulas, até o momento que compreendeu a dinâmica daquele sanatório do ego e assim fundou o Cabaret do Excluídos, com direito a grito de guerra, cerveja e pão de tomate. E o Cabaret criou forças e simpatizantes, tornou-se uma liga, a liga das melhores pessoas que tinham naquela sala de 3x4m com um ar condicionado que detonou o sistema educacional das aulas do Fiúsa.
Carol me fez apaixonar de vez por samba, trocavamos dicas literárias, e foi a fiel companheira junto com a Paty da maratona de fazer todos os trabalhos da pós em um único dia, com direito a muita conversa fiada, e relaxantes mentais para conseguir inspiração para escrever textos geniais. Autora de um blog incrível, escreve melhor do que jornalistas de alguns jornais diários de nossa cidade, naturalmente tem um impulso de produzir algo, seja uma ciranda, uma roda se samba ou de pedir a conta para irmos embora.
Me divirto muito na companhia dela, e o melhor: aprendo muito com ela. Pois a sua maneira exagerada de ver a vida, relatar fatos, lembra a minha visão de mundo, onde apesar dos pesares, as coisas são sempre maiores e melhores do que espero, e com isso me divirto e sou feliz.
Carol é caras e bocas, e aonde ela está o palco está armado, ela é a protagonista, diretora, produtora e redatora. Mas ao mesmo tempo o picadeiro se ilumina e ali as piruetas são sua marca registrada e o sorriso é o brinde final.
Ela é tudo junto e ao mesmo tempo! É prudência e exagero, calma e explosão, alguém que dá gosto de apresentar a outros e dizer: ela é minha amiga e se você for amiga dela também, e verá como será é incrivel, como é muito bom ter acesso a Carol e seu mundo mágico !
Parabéns Flor ! Vc merece muito samba, amor, alegria e vida !

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Porque o passado me traz uma lembrança

Foto by Renata Rocha
Fiquei o dia todo ouvindo essa música (segue a letra mais abaixo nesse texto), não entendia o motivo da minha alma canta-la incessantemente. Acho que ela já estava preparada para as palavras que ouviria mais a noite.
O ano de 2002 foi um ano relativamente interessante em minha vida. Vivi muitas experiências gostosas, dirigia um grupo de dança e teatro, trabalhava como voluntária em um grupo de surdos, tinha a faculdade, estagio, tentar tirar carteira e em meio a tudo isso, conheci uma pessoa que se tornou um amigo incrível naquela época, um amigo que teve livre acesso a minha alma e eu a dele. E posso dizer que ele foi uma mola propulsora em minha vida, para ousar buscar vôos mais altos, e deixar a menina de lado, e crescer.
Por acaso ele encontrou o meu msn, e ali compartilhávamos onde estamos, o que estamos fazendo da vida, sobre o paradeiro de amigos em comum e retomamos a uma conversa que tivemos no dia 19 de novembro de 2002, e havia ficado inacabada por esse destino que insiste em saber o que é o melhor para as pessoas.
Para mim, o assunto já tinha dado por encerrado, mas fui surpreendida com as seguintes palavras (posto aqui com autorização do autor)
A única coisa a dizer é obrigado por tudo, ta. Se hoje sou a pessoa que sou é porque a sua amizade me fez crescer, e ver o mundo com outros olhos e agora sou alguém melhor. Vc era muito "doidinha" rsrsrsr e muito exigente com tudo, e eu acha tudo aquilo incrível pois ali eu vivia e sentia vivo. Suas doideiras mudarm a minha maneira de ver e passei a viver de modo mais leve rsrsr
Outro dia eu estava lendo uma carta sua, suas palavras sempre me tocavam de maneira profunda e linda e sinto falta demais de recebe-las de maneira tão espontânea mas, cheia de alma e vendo tudo isso, hoje aprendi o quanto você foi importante na minha vida e no meu crescimento, aprendi muito com você, ainda que alguns aprendizados tenham doido muito, nos convivemos por cerca de um ano uma convivência muito intensa mesmo, e de um valor imenso pra mim e como eu aprendi com tudo isso, era uma amizade onde tinha uma troca, tinha alma, e vida. Muito bom mesmo falar com vc.....acho que agora podemos rever nossa amizade, né! Na época não conseguia ver algumas coisas, mas hoje, mudei e mudei muito e se eu contar pra alguém o que agente viveu e como foi que vivemos as pessoas não vão acreditar, com certeza nos acharão doidos ou mentirosos, só nós sabemos o que experimentamos e a importância que teve e tem para nós isso. Lembro quando tentei te procurar antes de você ir embora para Austrália, você me ignorou, tentei aproximar, vc me cortou e cortou de com força rsrsr e isso me fez sentir muito muito mal e eu ficava pensando, pq vc me "odiava" tanto, as vezes eu até justificava assim: mas a rê é doidinha mesmo! ..rs.... e morria de rir lembrando de vc, custa a dizer não mas quando fala um não é bom sair de baixo. Tudo isso foi legal até para que eu aprendesse a valorizar a convivência que tinhamos construido e a importância da nossa amizade para nosso crescimento e aprendizado. Hoje sou diferente, ate demais porque a sua amizade me deu o que eu precisava para conquistar o que queria, e hoje sou a pessoa que sou porque um dia te conheci e vc jamais me deixou desistir.
Poema (Cazuza/ Frejat) perfeita na voz de Ney Matogrosso!
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O inverno bate a porta

Foto by orkut da minha doce Nicole Thor
Esta fazendo muito frio na minha cidade, tudo bem que a cidade da foto não é a minha, bem que queria que fosse (Hamburgo - Alemanha) mas a sensação termica que tenho, logico sem desmerecer o meu lado exagerado, é que o inverno chegou e chegou com tudo... e com isso doem os ossos, roupas e mais roupas, cobertor de lã e a Colly aos meus pés (delicia)
Mesmo assim tive a coragem de me jogar em uma piscina gelada e nadar por 1 hora.... ta não foi coragem mas necessidade...
Estou "morrendo" de frio.... Quero um cobertor de orelha !

domingo, 11 de maio de 2008

Hoje é dia de Maria Aparecida

Hoje comercialmente é dia das mães.
Sempre comentei como detesto essas datas estritamente comerciais, por que esse domingo? Por que o mês de maio? E por que “coisificar” sentimentos entregando aos luxos capitalistas?
É quase inverno aqui e primavera acolá. Os shoppings lotados, muitos gastando sem ter condições, levados pela onda de “demonstre o seu amor a sua mãe”, as crianças na escola ensaiam as mesmas cirandas da minha época de criança, e quando chega a segunda-feira o que fica? Às vezes as lembranças de uma fotografia, ou após passar a euforia do momento o pesar de como pagar aquele presente caríssimo que esboçou o sorriso de satisfação, mas não tão significativo quanto as palavras escritas em um cartão de 2 reais.
Hoje os restaurantes estão lotados, as casas das avós, duplamente mães, abrigam os netos e toda a sua energia expressa as vezes nos gritos infantis que tanto me irritam, alguns infelizmente vão aos hospitais desejar saúde as suas mães enfermas, ou ate mesmo cemitérios levar flores para aquelas que partiram e deixaram os filhos igualmente partidos.
Apesar do tom critico a essa crônica, necessito assumir que comprei presente para a minha mãe, simplesmente pelo fato de que para ela isso é importante e significa algo.
Mas quero dedicar essa crônica não a uma mãe, a minha mãe, mas a uma filha....
Não tive a oportunidade de conhecer Maria Aparecida, e ouvir uma de suas muitas historias. Não sei qual era a cor dos seus cabelos, se gostava de Chico, Gal, ou nenhum dos dois. Não sei quais eram os seus sonhos e medos, se quando criança chegou a cortar o queixo fazendo algumas peripécias infantis. Não conheci o som da sua voz, nem os seus talentos, não o que lhe causa medo e o que enchia seu coração de alegria. Nunca sequer a vi, nem mesmo em fotografia... Porem tem algo se sei dela, que abrolha em mim uma imagem essa adorável mulher: ela cozinhava trigo, carne de trigo, trigo na salada, enfim, a primeira pessoa que conheci que fazia alimentos de trigo! Seu esposo, necessitava uma alimentação especial e com isso todos entraram na dieta, antes desse dia, achava que trigo era horrível, para mim, sem gosto, cheiro, sabor, até o dia que ouvi as historias desses dotes culinários com tamanha paixão e demonstrando o quão saboroso aquilo era, resolvi arriscar ! DETESTEI ! Acho que faltou o tempero de alguém, um tempero que não tinha na cozinha da minha casa: o amor daquela mulher em servir a sua família !
Queria ter experimentado aqueles alimentos com trigo, queria ter conhecido Maria Aparecida, porem conheci a sua filha.
Uma voz doce, suave, delicada. Ao telefone o seu alô é como uma melodia bem tocada; pessoalmente, os sons de sua alma expressam em sorrisos um tanto quanto tímidos, todavia abraçam quem os contempla com uma ternura que nunca vi igual. Uma pessoa seria, responsável, ética e justa. Por um tempo sumiu sem dar noticias, no entanto como toda pessoa singular gera aquele sentimento do tipo: preciso encontrá-la novamente!
Ao contemplar a filha posso ver a mãe. E apartir daí imagino como era essa mãe zelosa, esposa pudente, amorosa a tal ponto que a filha se tornou uma pessoa delicada e tão gentil, reflexo de uma criação exemplar.
Queria ter conhecido Maria Aparecida, queria no dia de hoje deseja-la feliz dia das mães ou até mesmo nos demais dias, dizer o quanto admiro a sua filha. Contudo, quis o destino que ela partisse e que esse dormir trouxesse uma saudade doce naqueles que ficaram, e lembranças que produzem a certeza de que a vida é o que é, porque Maria Aparecida foi quem foi.
Alegro em saber que mesmo a morte não foi capaz de tirar todo o fôlego de vida de Maria Aparecida, uma parte dela continua a pulsar, a deslumbrar com o céu azul anil, a sofrer com o calor em cidade praiana, sentir falta do frio das montanhas. Uma parte dela ainda sonha, floresce e vive.... E olho para a sua metade que ficou e posso ver o todo, e através dessa metade, Maria Aparecida respira outra vez.
Dedico esse texto, a minha doce amiga Amanda Evangelista, que carrega Maria dentro dela, no coração, na mente, na alma e no DNA!
Nesse dias das mães, queria tanto te dar um abraço, sentar no sofá ao seu lado com uma coca light na mão e viajar no mundo de Maria, no seu mundo, em sua vida.
Amo você minha doce amiga, a morte é só o começo de uma nova historia, agora é Maria através de você !

sábado, 10 de maio de 2008

Mais uma vez Paco !

Foto by Renata Rocha
Acordar depois de uma noite em claro às 3 da tarde é normal, o problema é quando acorda e se tem a certeza que seu corpo precisa dormir mais, porem, bate aquele censo de culpa infernal que te impulsiona a levanta e tentar viver esse dia enquanto ainda é dia.... Quero dormir.
Enfrentei supermercado, fila de supermercado, pessoas se amontoando nos corredores, tudo para preparar uma macarronada para Geneson, que comprou seu vinho favorito que vem repleto de recordações que não sei definir se seriam boas ou ruins.
Ficou simplesmente divino! Após o banquete, levamos minha mãe ao hospital que esta com sinusite, nos divertimos na sala de espera tentando “descobrir” qual era o perfil das pessoas ali e quais eram futuras candidatas a uma consulta com o psiquiatra de plantão, chegamos à conclusão de que só restava nos dois! Oh falta de tento!
Lá pela meia noite chegamos ao Paco Pigalle, comemoração do aniversario de Bia. Como já confessei a aniversariante, portanto, estou livre para efetuar uma confissão publica: não estava nem um pouco a fim de ir. A vontade era de ficar em casa, terminar o vinho, um bom filme, cobertor e cama!
Fui na raça e em nome da amizade, para minha surpresa, diverti muito com direito a encontros promovidos pelo Sr. Destino, muitas gargalhadas, passinhos de dança meio sem ritimo e claro: terminar a noite no Bolão com direito a passeio na praça Duque de Caxias para ver o dia amanhecer...
E assim se vai vivendo...
E achando que se vive....
Buscando seguir em frente...
Bacharelar quem sabe, na arte de viver...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dia de Vanessa

Foto by Renata Rocha
Hoje foi dia de show, hoje foi dia de Vanessa da Mata!
Diferente da terça, a sexta foi um dia de samba de qualidade, com direito a Chico, Caetano e ate mesmo Casia Eller (ela cantou a musica mais perfeita desse mundo, aquela que me lembra tardes de domingo no carro passeando com meu pai) Isso que dá ter preferências musicais altamente ecléticas, porem, claro, estou referindo a musicas de qualidade e não esses axés massificantes que infelizmente se ouve por ai.
Voltando... dia de Vanessa e o show foi simplesmente lindo, ela tem uma presença de palco muito forte e marcante, um carisma incrível, e uma voz que dispensa todo e qualquer comentário! Para minha surpresa e das meninas (Ge, sem palavras para agradecer pelas cortesias) ficamos no setor das cadeiras e o melhor as nossas eram da ultima fila, portanto poderíamos ficar em pé, já que as demais fileiras não é permitido, pois que atrapalharia aquela pessoa que está sentada logo atrás e gostaria de assistir o show sentada, então, foi só alegria pois ficamos em pé, e dançamos o show todo.
Havia algumas figuras na nossa frente que acabaram entrosando conosco (falo no plural porque foram ao show: Ilka, Odília, Carol e Aline) e alem de tirar fotos, sambar, nos proporcionaram momentos hilários e claro algumas sminorffs super geladas, o que foi bom também.
Fomos entrar no camarim, beleza, liberaram o nosso acesso graças ao tão amável Carlinhos também conhecido como Capurrucho, e havia uma mega fila para entrar e tirar uma foto. Nesse meio tempo fui conhecer o placo, os bastidores do show, é muito bacana estar ali e contemplar toda a platéia (ainda que tudo vazio), se tem uma dimensão do que deve ser estar diante de um grande publico. Conversando com algumas pessoas, conheci um adorável carioca Antoniere (nome francês pois seu pai é francês) que é o engenheiro de som da Vanessa, super gente boa, fiquei ali no maximo 3 minutos conversando com ele, e quando retornei a fila para entrar no camarim, os seguranças simplesmente não me deixaram ficar ali, e não me permitiram tirar a foto, o azar só não foi maior pois as meninas conseguiram fotos para registar os abraços, já eu, só a contemplei linda, suuuuuper alta, em um maravilhoso vestido branco.
Okay, sem mais choradeira e voltando a conversa, quando saímos da casa de shows, encontrei novamente com Antoniere e ele foi conosco para um buteco! Claro, as pessoas de outros estados precisam conhecer esse lado da nossa cultura, tudo acaba em um buteco. E ali na mesa do bar, conversa vai e vem, e ele compartilhou que era o engenheiro de som da Marisa Montes e como se não bastasse viajou para Austrália em um show que ela fez no Opera House e alem disso, foi colega de sala dela no primeiro grau!! O carioca é uma figura absoluta, nos convidou para ir com ele e o resto do crew da Vanessa para o show que ela fará amanha, perto de Furnas. Nessa hora a única coisa que veio a minha mente foi: porque sou tão racional? Se fosse um pouco mais desequilibrada falaria sim. Pois bem, trocamos emails, telefones, ele passou seu endereço no Rio para que possamos procura-lo quando formos para lá e já deixou marcado o novo buteco com direito a pastel de angu quando Vanessa voltar a BH.
Tudo bem que perdi a foto com a estrela da noite, mas ganhei o prazer de conhecer uma figura carioca encantadora! Porque na vida é assim: não se pode ter tudo o que quer, mas se algo foi negado é porque tem outra coisa melhor ainda que pode ser totalmente acessível !

Superação

Foto by Renata Rocha

Hoje foi dia de Dr. Vassalo....
Após longas horas de espera, o atendimento e veredicto final: nossa, vc não deveria ter parado a fisioterapia! Pois claro, ele contemplou o obvio, perdi ainda mais massa muscular.
Fiz o dobro de radiografias que costumo fazer, as perguntas quadruplicaram, e a conclusão: sua recuperação esta sendo mais difícil do que eu esperava. As minhas dores estão mais intensas do que as que eu já tinha, e vou tomar durante alguns dias remédios mais fortes do que os que já tomava (tadinho do meu fígado) para ver se melhora o quadro inflamatório porque na verdade estou igual a um idoso: resolve um problema aqui e aparece outro ali. O que para mim foi importante é que a recuperação pós cirúrgica está ótima e para sempre tenho uma marca na coxa, dentro e fora, para lembrar-me que por piores que as coisas possam parecer, tem um propósito para acontecer, e cabe a mim e a cada um de nós, compreender e aceitar as razões e motivos, e apartir daí buscar o melhor caminho a trilhar. Ainda que seja mancando....
Após Dr. Vassalo ter me explicado o novo tratamento, tanto fisioterápico como a nova medicação, comunicou à sentença que tirou meu chão: realizar uma nova ressonância magnética após o prazo que ele determinou. Sai do consultório com aquele sentimento: Deus que pesadelo interminável, cada medico que vou é algo diferente que é encontrado, por um breve minuto tive vontade de chorar afinal, estou cansada de tantos exames, remédios e essa ansiedade de tentar entender porque nada muda, e porque isso não tem fim...
Na hora respirei fundo, continuei a caminhar e vi que tinha duas escolhas: sentar na calçada e chorar aquilo que estava entalado, ou seguir em frente, comprar os medicamentos, uma nova fisioterapia.
Parei na porta da clinica por alguns instantes, observei que havia uma fila enorme na porta de um restaurante self-service ao lado, pessoas famintas e esperando sua vez de servir, outros correndo de um lado para o outro para cumprir suas metas e prazos, e eu ali, observando a vida girar, o mundo que ainda se apresenta a minha frente com oportunidade infinitas de sentir e viver, e vi que queria também. Queria a fila onde poderia matar a minha fome de cura, correr de um lado para o outro simplesmente pelo fato de conseguir correr.
Escolhi pegar o carro e ir à farmácia, colocar fé e confiança nos novos medicamentos, dar garra e força na nova fisioterapia, colecionar novos sonho e metas para não perder o alvo durante o caminhar.
Encontrei com Marcinho, meu ex personal runner como costumo brincar com ele, compartilhei o prognostico medico e em troca ouvi: eu amo casos de reabilitação de lesões e cirúrgico, e assim que seu medico te liberar, vou te ajudar a ser o que era.
A força que ele me passou, durante aqueles longos minutos sentados na porta da academia que antes passava uma media de 4 horas exercitando, foram fundamentais para mim no dia de hoje. Ainda sentindo dor, permanecerei firme na natação, meu medico não fez nenhuma restrição, entretanto não acreditou quando falei que estou dando conta de nadar até 1:30 !
Ele só não sabe que meu sobrenome é superação.
Não desisti de correr uma maratona.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Still of the night

Foto by Renata Rocha - David Coverdale cantando "Is this love"
Eita…. As coisas ainda movem lentamente, minha voz está falhando, tudo esta diferente e algumas musicas ressoam no ambiente.
Compreendi porque os músicos de Hard Rock são bizarros, intensos e porque não dizer loucos...
É um ritimo diferente, uma batida que mexe com toda composição orgânicas do corpo, gerando assim uma explosão de adrenalina, endorfina, seratonina e todas as “inhas” que nos deixam felizes.
Trocando em muidos: ontem eu ouvi David Coverdale cantando ao vivo Here I go again, Is this love, Still of the night....
Eu pensava: será que vou ver esses caras ao vivo um dia ? ? Esse dia chegou e posso dizer que foi simplesmente, mágico, intenso, puro êxtase.
I was feeling little bit depresses this night and I decided carry out something for myself. I really needed a hug and sense pleased.
I went to a friend’s house that I appreciate so much and was great!
I had a special moment with her family that live in another state. We shared histories, emotions and joy. At the end pizza!
Thank you so much guys! Saved my night!

Hoje é dia de Bia

Foto by orkut da Bia

Beatriz: aquela que veio trazer alegria.
So não imaginava que ter a amizade dela, ocasionaria tamanha alegria a minha vida.
Nos conhecemos por acaso, a principio mal trocavamos algumas palavras, porem, havia troca de cartas, emails, pois assim como eu, ela é uma amante das letras.
Hoje, é bacana saber que essas trocas de textos, algumas fotografia e palavras lançadas ao leu, trouxeram conforto aos nossos corações e ligaram nossos sentimentos e construíram uma amizade. Somos muito diferente porem ao mesmo tempo idênticas! Gostamos dos mesmos estilos musicais, literários, culinários, mas almejamos mundos opostos, temos tradições diferentes, ela não bebe coca cola e eu sou viciada!!!!
Brincadeiras a parte, meus amigos hoje, são grandes amigos dela também, e os dela agora são meus. Ganhei tio, tia e dois cachorros!
Alguns criticam a nossa amizade, acho que é porque falam daquilo que jamais compreenderão. Bia é um enorme presente em minha vida, trouxe de volta uma juventude perdida, ou melhor, que não tive. A amiga que vem a minha casa no meio da tarde para comer pão de queijo, de sentar na calçada e bater papo até altas da madrugada, de fazer unhas, de rodar pela savassi sem lenço porem com documentos, de rir das minhas piadas sem graça, que fala algumas verdades que muito não tiveram coragem, que compreende e enxerga quando estou deprimida e faz de tudo para me tirar dessa, que me ensinou que ciúmes é bobeira, bom mesmo é dividir, que torce pelas minhas conquistas, que vê em mim qualidades que jamais pensei que teria, que acha que meus textos e cronicas dariam um livro.
Sou grata a Deus por te-la em minha vida, e grata pelo privilegio de hoje poder parabeniza-la por mais um ano de vida!
Costumamos dizer uma frase do nosso amigo Aristóteles: “amigo é uma alma habitando em dois corpos”. Como a data é especial, deixarei de presente para você Vinicius de Morais e sei que certamente lembrará de quando compartilhou-as comigo:
Se alguma coisa me consome e me envelhece e que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado (...)
São todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A você, minha doce amiga Bionca: um Feliz Aniversario ! ! !
Que você tenha muita vida nesses anos de vida....

terça-feira, 6 de maio de 2008

Dia de Flávio

Foto by Sabrina Esmeralda
Estou sentindo muita dor, e confesso que esta muito difícil continuar na natação. Tentei fazer hidroginastica para testar se o tipo de esforço físico, é mais fácil de suportar. Não sei qual dos dois é pior. Não quero parar e não posso parar, mas após 15 minutos de atividade já esta ficando insuportável. Pelo visto terei que voltar a fazer fisioterapia, já estou observando que a minha perna está ficando mais fina... ai... que droga.
Carry on Renata, Carry on...
Hoje foi dia de Flávio, logo, hoje foi dia de filosofia, sociologia, psicologia e aprender muito. Aprendei sobre Flávio, aprendei sobre mim mesma, o outro, sobre a vida. Dia de colocar no papel teorias, discutir a razão delas, os por quês da vida.
Esse doce e delicado amigo, que sempre me puxa para o real, curte as minhas insanidades e aprova até mesmo as minhas loucuras, sempre mostra os mais diversos lados do problema e arma o divã em qualquer lugar que tenha cerveja gelada e um cinzeiro.
O melhor psicólogo-filosofo-antropólogo-sociólogo e de vez em quando jornalista que alguém poderia ter na vida.
Para aquelas amigas que com certeza irão futuramente dizer o mesmo dessa pessoa muito querida: não fale na minha frente que ele é o seu melhor amigo-irmão, psicólogo ou ombro amigo. Sou ciumenta convicta !
Foi otimo o encontro, e melhor ainda por ter encaixado outras peças do meu quebra-cabeça, abriu o meu olhar para agora caminhar com uma nova direção...
A-M-E-I ! ! Amigo, obrigada por tudo !

domingo, 4 de maio de 2008

Mirante

Foto by orkut da Bruna
A principio, contempla-se o nada em busca de algum sentido, e muitas vezes em meio a esse vazio, perde-se a direção, a visão e o propósito.
E ali está você, quase inexistente no meio de tantas coisas, escombros de você, coisas essas que ofuscam o que se é, para ser o que jamais deveria ser.
E com isso vai se perdendo, despedaçando ou até mesmo deixando ir às partes mortas, as que perderam o sentido, aquilo que não existe mais razão e motivo para continuar.
Tão logo se perde o referencial que o alheio imputou sobre o fio condutor da essência de cada um, detona o processo de procurar o que pode nos conduz a caminhos que muitas vezes, estavam abertos diante de nós, aqueles locais que não necessitam de bússola para guiar, onde conhecemos até mesmo os ramos que brotam pelo caminho, porem as traves que impediam a visão, roubaram o brilho das trilhas, tornando o familiar medíocre e sem cor. E percebe-se que aquela era a rotina onde todos os dias se trilhava, vivia ou achava que sim, a consciência do vazio, produz a força necessária para desbravar o desconhecido e assim, reconstruir e encaixar o que ficou.
Perguntas ecoam em todo o tempo: onde está você agora?
Em que calabouço existencial esconde-se o melhor que existe nessa alma que é tão delicada e gélida?
Aonde foi que você caiu e por ali ficou, deixou que a vida passasse e que você passasse pela vida, fragmentando a sua historias, com tentativas inacabadas de felicidade?

A voz do tempo ressoa a realidade dos fatos, apresenta o real sem dó ou algum colorido para despistar o obvio: a dor não conhece o sentido de compaixão.
É como um cárcere que abriga todas as lembranças, e quando se puxa à gaveta onde estão contidos os bons momentos, percebe-se logo ao lado, a nevoa sombria daquilo que jamais deveria ter acontecido.
E assim, os arquivos foram organizados, um ao lado do outro em uma cronologia cruel, sem permitir uma formatação ou excluir aquilo que não anseia.
Existem coisas que não são possíveis apagar e não dá para escrever por cima, muito menos deixar de lado. Ignora-las é tarefa usual porem no tempo oportuno, é como se algo ali fermenta-se, e tudo toma uma dimensão cataclísmica, e a pequena dor transforma-se em uma agonia na alma, porem necessária para transformar o que se é, para ser aquilo que jamais ousou imaginar que poderia ser.
Buracos, escombros, e muita poeira... Esse é o cenário, o seu cenário, quando se derruba algo para construir novamente. A principio parece um eterno caos, todavia o processo de construção ao ser iniciado, retira-se os escombros, nivela o terreno, impermeabiliza a fundação e da-se inicio a algo novo e dessa vez como deve ser: planejado, calculado, nas exatas proporções, tendo como layout a infinidade de idéias baseadas naquilo que se sonha!
Porque a dor é o engenheiro responsável, a angustia a arquiteta das tendências contemporâneas, no entanto a energia vital para que o cinza torne-se a mais completa aquarela, nomeia-se vontade. A responsável pelo rejunte que enfeita e protege, que convoca outras medidas de segurança para que tudo chegue a um equilíbrio perfeito, ou melhor, que balance mas não caia.
E assim se ganha um novo mirante, um posto de observação e contemplação, onde o olhar agora é livre, como se farejasse as migalhas úteis, os cacos essenciais, sem os quais o alicerce não terá solidez bastante para sustentar aquilo que tanto se almeja ser, e rechear o interior com os mais belos adornos e lareiras onde jamais faltará o calor do fogo.



Hoje recebi noticias de um conhecido que tenho muito carinho e achei algumas moedas....
Lee Burns & 5,70 ozzy dollars...
Sorri por longos minutos e abri a gaveta que contem a saudade de um tempo bom...

Lagrimas sem dono

Foto by Mariana
Dormi muito mal noite passada, acho que foi a ausência de óleos essenciais no meu quarto... Viciei em aromaterapia!
Acordei diversas vezes ao longo da noite e iria para natação bem cedo. Na hora de sair da cama, bateu aquela preguiça mortal e por um breve segundo, pensei em deixar de ir, lembrei que tenho um compromisso comigo mesma: ter minha perna 100% de volta! Levantei.
Nadei e ainda fiz 30 minutos de hidroginástica! Estava uma delicia, infelizmente não consegui fazer a aula até o final.
Fiquei encantada com esse click da Mariana, achei essa foto a maior expressão, até o momento, de que a vida está ressurgindo diante dos meus olhos! Voltei a fazer dezenas de coisas que gostava. Tudo bem que outras tantas ainda são bastante doloridas, mas, estou seguindo em frente e agradecendo a Deus a cada oportunidade de superação, testar meus limites e ver que posso alem do que poderia imaginar.
Jogar boliche foi muito bom, lembrei da minha adolescência, a farra que era juntar uma turminha para jogar, e ficar mais barato a conta no final! O interessante não foi o boliche em si e ver que posso coloca-lo na minha lista, como sendo mais uma coisa que posso fazer. O interessante foi voltar ao shopping que o boliche está localizado.
Engraçado como é a vida sábia, e a maneira delicada que ela trás as lembranças, momentos e historias.
Percebi que em menos de uma semana, retornei a locais, que até então, não havia estado apos a morte do meu pai, e esse shopping em questão foi um deles. Apos o boliche e a despedida das meninas, resolvi dar uma volta pela meca do capitalismo, infelizmente, tenho que admitir que não foi assim tão agradável.
Cada canto, lojas, escadas e corredores, eram lembranças que vinham à tona, de maneira tão viva que poderiam ser tocadas, ao mesmo tempo trazendo a memória a realidade da ausência e com ela um vazio inexplicável. Senti ali o que realmente significa estar no meio de uma multidão e se sentir só, todavia uma solidão não resultante da lacuna de uma companhia naquele momento, porem, uma solidão de saber que hoje sou incompleta e que tudo é tão diferente. Sentada na praça de alimentação, lembrei-me quando frequentava aquele local com minha família, o pedido que geralmente realizávamos, onde gostávamos de sentar, e a certeza de que apesar de tudo, a vida era mais leve, e porque não dizer, mais feliz.
Não consegui ficar muito tempo ali, senti mal, uma angustia, uma falta, e ao observar as varias lembranças que me rodeavam, percebi que ainda dói.
Resolvi ir embora... Deixei as lembranças ali, ainda não consigo trazê-las comigo.
Fui pegar o ônibus, quando observei um cachorro sentado no ponto. Quando me aproximei dele, a resposta foi o rabinho balançando e percebi que ele era cego de um olho. Havia um senhor que era dono da banca de jornal em frente ao ponto de ônibus, perguntei se o cachorro era dele, que me respondeu que o bicinho simplesmente apareceu naquele lugar e que não dava mais sossego, pois o seguida o tempo todo. Ao questionar o meu interesse pelo animal, praticamente implorou para levá-lo dali, pois o estava incomodando. Impossível leva-lo para minha casa, mas a vontade era muita, alem de lindo, ele é muito amoroso. Quando sentou ao meu lado, fiz carinho na cabecinha dele, que me olhava com aquele olhar do tipo: não para que está bom. Por algumas vezes, algo o distraia e ele saia correndo, porem quando eu o chamava, ele voltava rapidinho. Fiquei encantada com aquele cachorro e fiquei pensando: de onde ele veio, será que tem dono? Criei um vinculo imediato com aquele animal, ele queria e precisava ser tocado e eu, tendo como resposta ao anseio conquistado, um olhar de gratidão.
Contemplei e analisei a carência daquele bichinho: o dono da banca um dia o ofereceu água, agora ele implora pela atenção daquele homem, mendiga aceitação e carinho. Eu passei a mão em sua cabeça, parei e o contemplei, logo, virou meu amigo e permaneceu ao meu lado até o momento que meu ônibus chegou. Como se não bastasse acompanhou-me até a porta e me observou indo embora. Quando sentei e vi aquele bichinho olhando para o ônibus, no mesmo cantinho que o deixei quando parti, impraticável foi conter as lagrimas, lagrimas essas que não sei se eram por ele ou por mim, dele ou minhas. Durante todo o trajeto de volta, chorei e pensei naquele bichinho. Qual será o seu futuro? Será que alguém o receberá e oferecerá a ele um lar aconchegante, carinho, comida, a felicidade de dormir e acordar sabendo que aquele é o seu lugar?
Continuei a pensar, a deixar as lagrimas rolarem e ter fé que ele encontrará o seu lugar, e eu, o meu !

sábado, 3 de maio de 2008

Dia de Claudia

Foto by Renata Rocha

Hoje foi aniversario da minha tia Claudia.

Parabéns !
Para comemorar aconteceu um churrasco em minha casa e alguns dos meus tios que moram em outras cidades (assim como a Claudia) vieram para BH, para cantar parabéns para ela. Bastante legal isso...
A casa ficou cheia o dia todo, um entra e sai danado, inclusive entrou gente que nem em minha casa entrava, gente do tipo estranha, que por algum motivo da sua psique patética, tomou aversão a minha pessoa e não consegue ficar no mesmo ambiente no qual eu estou. Ai ai, fazer o que né.
Alguns adultos "crescem", mas não deixam de ser crianças birrentas.
Paciência...
Enfim, apesar da movimentação fiquei o dia todo em frente ao pc, procurando bibliografias para a minha monografia da pós, que por sinal estou bem feliz com o meu orientador, que alem de ser uma inspiração, pois o cara está fazendo doutorado em poesia, tem me incentivado muito a fazer mestrado em Ciência da Informação. Por favor, não me perguntem o que seria isso, complicado por demais para que eu compreenda, explicar o que isso seria, seria tarefa quase impossível...
Continuo aqui na odisseia atrás de referencias bibliográficas...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Prepare-se para a guerra !!!!!!!!

Foto by mae de alguem
Maio !!!!!!!!!!!!!
Acordei as 14:15! Sim, é de assustar, eu sei!
Usei um óleo essencial de lavanda, e como promete em sua prescrição, ele leva as pessoas a terem um sono profundo e looooongo, portanto, a culpa de dormir mais de 12 horas seguidas foi dele! Ao olhar as horas fiquei assustada e impressionada em observar que dormi tanto e o quão relaxada estava, voltei aquele sono de adolescente, que se dorme, acorda e ainda quer dormir novamente. Acho que fiz as pazes com o travesseiro, minha cama, sono, comigo mesma.
Sim, maio já esta ai e até agora não escrevi os propósitos para esse mês. Se caso eu inclua que tenho que realizar algo diferente e sair da rotina, já posso marcar que o realizei.
Hoje foi dia de paintball !
Paintball: jogo coletivo em um campo de batalha. Os jogadores são divididos em duas equipes, objetivando atirar no adversário e aniquila-los um a um com uma "metralhadora" que atira bolinhas de tintas coloridas. O campo simula um campo de treinamento militar com muitos obstáculos para os jogadores esconderem, e ali bolarem estratégias e mira para atirar na equipe adversaria, basicamente é isso.
Simplesmente hilario e exaustivo claro. A principio iríamos jogar 30 minutos, o que é muito cansativo, mas o pessoal empolgou e jogamos 1 hora. Vi realmente que minha perna é algo que não posso contar muito, como tinha que correr e fugir das bolinhas alheias, a solução adotada por mim, foi dar alguns passos mais rápidos e atirar-me no chão, o que foi bastante "libertador". Sempre tive vontade de me jogar na grama, areia, no chão, porem a preocupação de me sujar, estragar alguma peça de roupa, era tamanha que nunca fiz isso. Quando criança, fui a uma festa de aniversario com um vestido branco de bolinhas, estava me sentindo linda e realmente estava, que orgulho daquele vestido, só que resolvi brincar com as demais crianças, algo normal de se fazer, só que sujei o meu vestido e entrei em pânico, sim, pânico! Chorei, desesperei com medo de chegar em casa com o vestido sujo, lembro que uma vizinha usou um produto para tirar manchas e não resolveu o problema. Tinha total fobia de sujar roupas e acho que quanto maior esse medo que eu tinha de sujar, mais vulneravel a sujar eu ficava.
Hoje, me esbaldei ! Me atirei no chão, rolei, estava usando um macacão especial, quando vi que sujei meu tenis e o capuz da minha jaqueta, na hora senti aquele pesar, droga me sujei! E era de se esperar, estava no meio de uma "chuva de tintas"! Porem, ao observar o quão gostoso foi jogar-me na areia e rolar, lembrei quando lavava a minha própria roupa na Austrália, e pensei: curta o jogo, ao chegar em casa você dá um jeito. Naquele momento, respirei fundo, e fiquei feliz novamente pois aprendi que roupa se lava, agua e sabão faz milagre, encorporei o espírito de Sabão Omo e o vivi na pratica: pois se sujar faz bem.
Muito, mas muito bom.... tirando que levei dois tiros no braço e um na perna que alem de doer e queimar muito, estou com receio que fique roxo.
Após a diversão, eu e Carol andamos praticamente uns 3 quilometros, e ao termino do cooper só pude concluir: sim, minha perna está melhor do que poderia imaginar para fazer caminhadas, poderia tentar correr !!!
Paramos no parque de diversões, e só tenho algo a declarar: voltei a um tempo bom, tempo que era feliz e tinha certeza. Tempo onde eu detestava pipoca, até que um alguém me "forçou" a comer e vi que era bom, e hoje sempre que como, volto naquele tempo e me sinto viva novamente, segura de que as coisas podem mudar, uma saudade que doí, e a vontade de gritar por respostas, por que a vida é muitas vezes injusta? Por que você não esta aqui comigo?
Preciso voltar um dia ali, e entrar em contato com lembranças boas e intensas, de um tempo leve, lindo, nostálgico e vivo.
Saudade de alguém... ai quanta saudade....

quinta-feira, 1 de maio de 2008

E abril se foi....

Foto by Renata Rocha

O quarto mês do ano já acabou !!!!!!!!!!!!!
A cada dia que passa fico mais temerosa com esse tempo que está abreviando, daqui alguns dias é Natal outra vez e meu aniversario batendo na porta. Abafa !
O mês de abril foi um mês super interessante...
Realizei a viagem que tento gostaria e precisava, e convenhamos que foi muito melhor do que eu esperava.
Consegui cumprir 85% dos meus alvos para o mês, e algumas mudanças que realizei desde janeiro, hoje, viraram minha rotina, fazendo com que tudo fique mais organizado.
Fiquei o mês todo sem tomar nenhum tipo de ansiolitico, e meu figado a cada manha fala: obrigado. Okay, tem sido péssimo, e vejo que realmente preciso disso em algumas ocasiões e momentos, viver sem medicamentos não é fácil, e as pequenas coisas, muitas vezes, tornam-se obstáculos terríveis a serem transportados. Infelizmente o corpo procura outras formas de extravasar a ansiedade, seja rangendo os dentes (meu caso) ou gerando uma fome insaciável, fome essa que me rendeu alguns quilos a mais, que na verdade foram importantes para me dar forças de fazer as coisas, tipo: força para caminhar mesmo com dor, nadar mesmo com dor, pois ao olhar no espelho vejo que a Renata que vejo, não é a Renata como sempre foi, logo, preciso fazer algo para mudar... os quilinhos a mais estão sendo otimos catalisadores em momentos difíceis.
Conquistas de abril foram os novos rumos que pude contemplar na minha vida profissional e algumas portas que foram abertas, gerando em mim um certo pânico de será que foi conseguir tudo isso? Estou confiante e otimista de que vou finalmente colher coisas que plantei a anos atrás. Estou feliz com isso e tendo a oportunidade de sonhar com muitas coisas, e construir algo que será meu.
Abril foi bom, é legal quando temos a oportunidade de chegar ao termino de um mês e dizer que ele foi um mês bom.
Sou grata a Deus por cada um desses dias e pelos vindouros. Incrível é contemplar que a sua bondade abraçou-me em todos os segundo desse mês, levando a minha vida a lugares, direções e propósitos que jamais ousei imaginar. E por mais que eu venha errar e fazer coisas que possam entristecer o seu coração, a sua escolha de me amar de maneira incondicional é irrevogável.