segunda-feira, 31 de março de 2008
Reentrante
Por mas que exista a rotina.
Recursivo é o manifestar,
Da roda que gira e vira.
Ao entrar, não pare!
Amanha tudo muda.
Ou nada acontece.
Porem não pare, ela gira.
Ao fundo do poço,
Caminho de conforto.
Agora a roda sobe.
Porque não tem para onde descer.
Segure as idéias,
Liberte a timidez.
Bem vindo ao topo,
Mas embriague de insensatez.
Tontura, frenesi, luz e caos.
Entra sem pedir, se sai sem querer.
Só resta rodar, subir e descer.
E vida é assim, ninguém quer saber.
domingo, 30 de março de 2008
Solidão x Companhia

Sábado... Ultimo sábado do mês....
Março já se foi, que venha o quarto mês do ano...
Sem estressar, daqui uns dias é Natal outra vez.
Pulso ainda doendo, mão engessada, e uma vontade louca de arrancar tudo isso... Paciência sendo testada, e mais uma seria de obstáculos a serem superados. Como lavar o cabelo com uma mão só? Como usar o fio dental nos dentes somente com a mão esquerda? Passar o creme hidratante no braço esquerdo? Cada dia algo novo a se aprender, pedras diferentes para retirar do caminho. Existe uma frase muito utilizada: guardarei as pedras e construirei um castelo. Acho que não quero castelo, quero construir uma fortaleza pois as pedras que tenho recolhido são tão fortes e pesadas que sera possível abrigar um exercito quando a construção estiver pronta.
Falando de coisas boas e agradáveis: sábado foi dia de encontrar as minhas flores!
Flores: amigas queridas, mulheres incríveis e de valor imensurável, essas são as flores do meu caminho.
Essa noite foi noite de Marlise (minha doctor sempre de plantão), Odília e Ilka (amigas de sempre).
Ponto de encontro: amarelinho da savassi...
Gargalhadas, troca de conselhos, dicas como sobreviver a esse mundo estranho, e o melhor da noite: observamos um casal de namorados, tudo indicava ser inicio de namoro e o cara levou a namorada para um boteco para apresentá-la aos amigos dele. 9 homens na mesa e a somente a namorada de mulher, jogo de futebol na televisão, homens tomando cerveja e a pobre moça ficou 2:30 de boca fechada, mexendo no cabelo, com aquela expressão: por que não fiquei em casa? Por alguns momentos, ela arriscava chamar atenção do namorado, porem, sempre em vão, os amigos e o jogo estavam mais interessantes.
No momento que ele a chamou para ir embora, a ignorada moça, abriu um sorriso tão incrível que todos da mesa devem ter pensando: nossa como ela é simpática!
A garota estava “acompanhada”, entretanto, ficou sozinha a noite toda! Se ela estivesse em uma mesa daquele bar, sem nenhuma companhia, com uma cerveja, assistindo o jogo, todos a olhariam com expressão de pena, deduzindo: coitada daquela moça, sozinha em uma mesa de bar, deve ter problema, muito triste ver alguém sozinho. Todavia, ela ficou o tempo todo sozinha, mas, o fato de ter 9 pessoas ao seu redor, dava a ela a conotação de estar acompanhada, logo, ela esta de acordo com o padrão que a sociedade estabeleceu de normalidade, pois temos que ter companhia para expressar que somos normais ! Ninguém repara na conduta da companhia, da maneira como o estar junto se desenrola, e em muitos casos, a pessoa está só, mesmo acompanhada.
Durante muitos momentos, eu e as flores, tivemos vontade de convida-la para sentar-se a nossa mesa, conversar, rir, fazer companhia... Pois o triste não é estar sentada sozinha em uma mesa de bar, triste é estar sentada com vários e não ser vista por nenhum deles. Acompanhada porem sozinha, é a pior forma de solidão.
Segundo o meu “pai intelectual” Nietzsche: não me tire da minha solidão sem me oferecer companhia!
Meninas, amei a noite
sábado, 29 de março de 2008
As minhas palavras avulsas

Transforma-se o nada em coisa nenhuma.
Desejando ser alguém.
Alguém que nunca se foi.
Que deveria ser.
Na arte do encontro,
Descobre-se o vácuo.
Entre o ideal e o proposto.
Aquilo que queriam, e não poderia ser.
Na viração do dia,
Não é hora de lamentar,
Aceita somente o inegável.
O real latente de todos.
Flua e sinta,
Seja e reveja.
Quando se lança a semente,
As flores são consequências.
Descubra, encontre e viva.
Caso chegue algum lugar,
Faça um mapa,
E ensine o caminho.
sexta-feira, 28 de março de 2008
A culpa foi de Murphy
Existe uma teoria mundialmente falada: quando uma coisa tem que dar errado, ela vai dar errado. A famosa Lei de Murphy.Hoje ao acordar, essa força, movimento, enviados, acasos de Murphy me desejaram Bom Dia ! Ao sair de casa para fisioterapia, feliz, pois hoje seria dia de pilates e iria para clínica dirigindo sozinha ! Porem, a faxineira do meu prédio (usando palavras de Tom Zé: o que mais me irrita na humanidade é a burrice) deixou uma poça de agua na porta do meu apartamento, escorreguei na mesma e para "livrar" a minha perna do pior, apoiei todo o peso do corpo no meu pulso direito, resumo: quebrei o mesmo.Detalhe que ainda dirigi para a fisioterapia pois, estava preocupada com meu tornozelo direito que mesmo tentando preserva-lo de algo mais grave, bati com o mesmo no chão, corri para a clínica para que meu adoráveis fisioterapeutas ajudassem em algo.
Pausa para agradecer: Priscila, Rafael, Mariana e toda a equipe de estagiários da Spine Fisioterapia: amo vocês intensamente, são anjos enviados por Deus para abençoar minha vida! Seja com palavras de força, coragem, seja no toque que trás alivio, vocês são incríveis para mim, e graças ao profissionalismo de todos, hoje estou andando!
quinta-feira, 27 de março de 2008
A estrada e a caminhada
Com mapas para saber aonde ir.
Perde-se a insanidade...
Mas não se perde o sonho.
Rotatórias, diversas direções.
Todas certas, todas ali.
A escolha é sua, o caminho é seu.
Convide quem quiser, a estrada se faz assim.
Flores nas encostas, espinhos na trilha.
Ninguém disse que seria fácil.
Ninguém disse que seria feliz.
Apenas informam: continue a andar.
Ai você para e pensa:
Acho que o atalho não foi a melhor escolha.
Voltemos ao caminho...
A boa e velha estrada de sempre.
Ah aquele que tem asas.
Não se molda as escadas.
Quer subir em um trampolim
Ver tudo lá de cima.
Mas aquele que tudo vê.
Guardião da bússola pessoal de todos.
Sabe o melhor a ser feito.
Entretanto insistimos no dom de duvidar.
No final é você e a estrada,
A estrada em você.
E em você,
A caminhada.
terça-feira, 25 de março de 2008
A culpa é de Fidel

Não se fala daquilo que não se sabe...
Lembro-me quando criança parecia que o tempo era eterno, os meses looooongos e os anos pareciam que não passavam.
Um fato marcante para mim, foi o meu aniversario de 9 anos. Como eu ansiava aquela idade que parecia nunca chegar, a festa, e foi uma grande festa por sinal, tão aguardada passou bem rápido, e tão logo começou a expectativa dos 10 anos. Não sei se crianças possuem uma noção temporal diferente dos adultos, fato é o tempo está voando! Daqui uns dias é natal outra vez!
Essa segunda foi nostálgica, foi de chuva, foi de pensar. Após uma conversa na noite anterior com a senhora minha mãe, mais uma vez, constatei o obvio, obvio esse que precisa ser adotado como norma de conduta em minha vida. Ouvi na ultima sexta uma frase super engraçada: você e Deus sabendo de determinado assunto, ou coisa, já é gente demais sabendo. Preciso aprender a calar, falar somente o necessário, aquilo que o outro quer ouvir ou dá conta de ouvir. Pois todas as vezes que resolvo contar aquilo que esta acontecendo, e que às vezes é o inverso que o outro, minha mãe no caso, gostaria que fosse, tão logo ela joga a culpa e responsabilidade toda para cima de mim, sempre de maneira ofensiva com o seu tom de voz sarcástico que me irrita profundamente.
Gostaria de verdade que ela fosse minha amiga, mas para tal tipo de sentimento e relação, seria necessário abrir mão daquilo que eu sou, para ser a pessoa que ela sempre quis que eu fosse, e isso eu não faço nunca mais, não vale a pena, alias, nunca vale a pena abrir mão daquilo que somos, viver uma vida de farsa pessoal, com mascaras de convívio. Tudo isso somente constrói um real fictício ou melhor, o real do outro, e a pessoa que abriu mão dela mesma, passa a viver em um universo paralelo, que foi montado pelo outro, nem o seu figurino é original.
A única coisa que pude falar em resposta ao sarcasmo que fui obrigada a ouvir: não fale daquilo que não se sabe. E infelizmente minha mãe se manteve tão alienada a minha pessoa, a ponto de não perceber que me deteriorava ao seu lado, clama por socorro. Como estou de pé hoje? Eu não sei, a única explicação lógica é: milagre. Sim, milagre, pois alem de ter tentado contra a minha própria vida, tive encontros com a morte ao longo desses últimos 2 anos e meio, seja no acidente que sofri ou cirurgias que enfrentei. E minha mãe, em seu mundinho.... E eu imersa no meu caos. Portanto, hoje é fácil demais me julgar, dizer o que devo ou não fazer, o que é ou não culpa minha, porem, a dor que sinto é real, tira a firmeza do meu joelho, lateja o meu osso pélvico, infectou o que tinha dentro.
Ah mãe se ao menos os seus olhos contemplassem o meu mancar todas as vezes que tento andar...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Conquer the grave
a RochaPáscoa – passagem, acesso….
Renascer, reviver, ressucitar...
Hoje é dia de celebrar!
Celebrar não o Cristo morto que todos os anos é apresentado apregoado em um madeiro....
Celebrar a sua morte para que possamos compreender o real significado da mesma, a morte que nos trás a vida eterna.
Celebrar que Ele vive, e por estar vivo, é possível crer em um amanha diferente...
Celebrar a sua graça que é melhor que a vida...
Celebrar que não é necessário intercessor algum para falar com o Pai, Ele é o caminho, a verdade a vida, e somente através dele se tem acesso a Deus...
Temos livre acesso graças ao seu sacrifício, graças a sua ressurreição, graças a sua misericórdia, graças ao seu amor incondicional!
Hoje é dia de festejar, festejar a Jesus que não se encontra em um tumulo, venceu a morte, morreu a nossa morte, para que possamos hoje, viver a sua vida.
Aprendi algo muito bacana, algo que me levou a ver a vida, a minha vida de outra maneira.
Assim como as estações do ano (primavera, verão, outono e inverno) estão presentes e perceptíveis a todos, seja pela temperatura, luminosidade, dias mais longos ou curtos, a nossa vida também passa por estações, semelhantes as climáticas. Nossas vidas enfrentam primaveras, e outonos, verões incríveis e invernos rigorosos. Interessante é analisar como a sabia natureza se comporta em cada um desses momentos, e como nos também nos portamos mediante as estações que vivemos.
Muitas vezes encontramos na primavera – a estação das coisas novas. Estação onde se recomeça, onde tudo se faz novo, onde a vida ganha novas cores, cheiros, sons. Passarinhos verdes sempre apontam em nossas janelas pelas manhas, acordamos sorrindo, a vida tranqüila trás gozo a alma. Primavera é o momento das novas idéias, onde uma força interior brota como o pólen se espalha pelo vento. Esperança é a marca registrada nas primaveras da vida. É o tempo de renovar.
Logo após a vida nos apresenta o verão – a estação onde o sol brilha mais forte. Tudo é quente, caloroso, a criatividade vem à tona com as alternativas encontradas para refrescar em meio ao mormaço. Picolés e sorvetes passam a ter um sabor único, sombra e água fresca são objetivos de vida. Momento de uma inércia sossegada, afinal o verão é momento de curtir e colher as frutas plantadas, saborear o néctar daquilo que foi renovado na primavera. Tudo brilha mais forte na estação da euforia!
Entretanto o outono sempre bate na porta – a estação das mudanças. As coisas parecem que estão caindo, e estão mesmo, só olhar para as arvores, contemplar o amarelo das folhas e o despregar nos galhos. O vento, que antes era brisa, faz um barulho diferente, um tanto quando sombrio. É o anuncio do que está por vir, anuncio dos dias “maus”, dias onde será necessário poupar as energia, fazer um estoque para o tempo vindouro, dias melancólicos, mas o sol não desistiu de brilhar, ainda que fraco, ele insiste em dizer que tudo é passageiro, ate a força que se vai. A vida nos contempla com os mais diversos outonos, onde parece que tudo se perde, e nos deparamos com a estação da hibernação.
Inverno – morte, ausência de esperança. Todas as folhas caíram, as arvores parecem mortas, a grama esqueceu que é verde, os amigos se trancam em casa, esta frio demais para sair do seu conforto, é melhor cada um por si. O inverno é escuro, o sol parece que ficou preguiça de aparecer, as noites parecem eternas e os dias curtos demais para deles tirar proveito. Nessa estação que lagrimas noturnas são derramadas, as vezes no secreto do quarto ou da alma. O choro dura varias noites ate mesmo porque o dia nem sempre vem. O inverno é momento de dizer ate logo a felicidade, sim, às vezes ela esquece o nosso endereço e caso o encontre, quando bate em nossa porta, avisa o dia e a hora que vai embora.
O choro pode durar noites, a alegria vem ao amanhecer.
Após um inverno rigoroso, sempre existe uma primavera para lembrar que ainda que todas as folhas tenham caído, mesmo a grama tendo secado, os dias sendo maus, a semente que encontrou terra fértil brotará e como uma planta nova, ela florescera, trazendo novos frutos, nova força e nova vida.
É um ciclo sem fim...
Na vida de estações, a sobrevivência se dá em reconhecê-las e agir conforme a natureza! No frio é momento de aquecer, aquecer a alma com alento, com esperança, com fé... No calor é hora de transpirar vida, graça, misericórdia.
Hoje o outono se inicia, daqui uns dias sei que a avenida que moro, estará com inúmeras folhas no chão... Estou buscando compreender em que estação a minha vida se encontra. Sei que está frio, porem, não sei ao certo se é um outono com seu vento gelado ao final do dia, ou o inverno naqueles dias que o sol brilha fraco. Aguardo uma primavera! Preciso de um elisio.
Por enquanto, dou-me ao luxo de contemplar através do meu quarto, as arvores ficando amarelas, na esperança de que alguns meses, elas voltem a ficar verdes novamente, e elas voltarão, sempre volto.
Nessa mesma esperança que aguardo uma mudança em minha vida, estou fazendo as minhas reservas... a terra é boa e a chuva já vem, anseio pelo brotar da semente.
domingo, 23 de março de 2008
5 meses

A vontade era de ficar na cama por horas, fui acordada com o sorriso mais fofo desse mundo: Letícia!!!
Ela veio fazer uma visita surpresa, e de maneira bem delicada, mamãe Thais a colocou para acordar-me. Ganhei o dia!
A manha toda a presença dessa coisa fofa, encheu minha casa de uma alegria pura, que somente uma criança é capaz de proporcionar, a certeza de que tudo nessa vida não passa de uma sutil brincadeira de sobreviver e aprender, seja a viver o novo dia ou os desafios, as vezes, insignificantes que temos que superar. Carol, Emerson e Pedro vieram usufruir da energia de Letícia, logo, minha casa esteve em festa com pessoas muito queridas.
Hoje faz 5 meses da cirurgia.
5 meses que passaram voando, porem, tem dias que parece que volta tudo a estaca zero.
Hoje alem de andar 40 minutos, consigo nadar 45, dirigir, dança e fazer pilates!
O que quero hoje? Quero voltar a plenitude de vida ou conseguir dar outra estrela em algum lugar dessa cidade.
sábado, 22 de março de 2008
e a continuação do dia ....
Noite de Geneson e Bia.Noite de Chico da Carne.
Noite de United & Hillsong.
Noite de encontrar Ana e Rodrigo.
Noite de surpreender com pessoas que pagam 200 reais para ir a um show de axé.
Noite de comer pão de alho, batata frita e asa de frango.
Noite de ir ao Extra comprar vinho e ficar feliz com as promoções.
Noite de casa de Bia com pipoca, trufa e vinho 1 da madrugada.
Noite de chorar as magoas, ler Manuel Bandeira e rir um bocado.
Noite de parafrasear Nietzsche analisa-lo e pensar: eu amo esse cara.
Noite de compreender e assumir o lado anti-social de ser.
Noite de beber um pouquinho alem da conta.
Noite de desejar que ela não acabe.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Paixão
Um dia mundialmente celebrado.
Dia da paixão de Cristo.
Poucos conhecem realmente o significado desse dia, muitos nem ao menos sabem o porquê de ser nomeado Paixão.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo a aquele que nEle crer, não pereça mas tenha a vida eterna. João 3:16.
A paixão de um homem pela humanidade, a sua paixão em ver famílias restauradas, vidas libertas, foi tão intensa, a ponto de se oferecer em sacrifício a favor em humanidade.
Paixão poderia ser considerado seu nome. Sua vida, obras, seu legado foi à base de paixão, não no sentido efêmero como contemplamos nos dias atuais, mas um amor que vai alem da razão humana, amor sacrificial, de cruz, amor capaz de trazer vida, esperança, salvação.
Impossível compreender a dimensão desse amor, inalcançável o nível da sua paixão pelo ser humano, a si mesmo se entregou e morreu em favor da humanidade.
Um alto preço foi pago por Ele, para que hoje possamos contemplar e viver a sua graça, a sua vida em nos e através de nos.
A pergunta do dia é: o que estamos fazendo mediante a esse sacrifício?
Usando seu nome para beneficio próprio, suas ideologias para manipular e seduzir muitos, fazendo comercio mediante a sua palavra!
Sim, a humanidade tem negligenciado o seu amor e zombado a sua paixão.
Incrível observar que a nossa sociedade continua a viver o julgo romano das indulgências, achando que se compra Deus com bens, ações sociais, com atos e palavras mudaremos o sentimento divino a nosso respeito, grande erro, não existe nada que façamos que movera o coração de Deus a nos amar mais, entretanto ainda que cometamos falhas, nada diminuirá o seu amor pela humanidade.
Diferente de nos, humanos, Deus escolhe amar incondicionalmente e sua palavra é imutável, a sua paixão foi provada na cruz, ali esta a dimensão do seu amor, a magnitude da paixão, seu legado, sua vida.
Hoje não é dia de chorar, é dia de celebrar, celebrar a sua morte que trouxe-nos vida, celebrar a sua graça, e mais do que isso, fazer jus a seu sacrifício.
Partida
quinta-feira, 20 de março de 2008
O amor é preto !
Descreverei algo que passou a ser uma espécie de rotina: dificuldade para dormir e acordar muito cedo.
Voltei ao medico e fui à fisio, só que dirigindo!!!
Confesso que por um breve segundo senti-me insegura no carro, pois estou há muito tempo sem dirigir e como se não bastasse, ainda sinto dificuldade e um pouco de dor ao pisar o pedal da embreagem, mas, a sensação é a melhor do mundo! A vontade que tive ao sair da clinica, era pegar o carro e ir até os locais que a tanto gostaria e preciso ir. Ao altavila e contemplar toda a cidade, a praça do Papa e ver a Afonso Pena ate o final, simplesmente curtir a sensação de dirigir algo e com isso a minha vontade, voltar a ter o volante da minha vida em minhas mãos.
Estou fazendo um programa mega intensivo de "getting shape" para a Colly, minha cachorra. Ela esta gordinha e precisa emagrecer por causa da idade e complicações que ela já teve. Como o seu maior hobby é comer, ela precisa de longas caminhadas para queimar suas gordurinhas! Estou aproveitando pois também preciso queimar alguns quilos extras que ganhei nesses 4 meses, então, estamos firmes desde segunda nas nossas caminhadas de 40 minutos pela pista de cooper da avenida que moro. É muito bom caminhar com a “pretinha”, a cada novo passo é uma novidade, sem contar o fato de que ela encontra-se “fora de forma” então sou obrigada a arrasta-la boa parte do caminho, isso quando ela não pede para pega-la no colo, e no final de uma parte do trajeto, sempre acontece a parada estratégica para beber água, que para tal, sou forçada andar como um camelo carregando uma garrafinha de água nas costas para matar a sede da canina !
Hoje foi um dia particularmente interessante. Após nossa habitual caminhada, pausa para beber água, Colly parou na porta da casa de uma vizinha, e seu ato atraiu um pequeno cachorrinho, dourado com prata, um filhote de Yorkshine! Depois de algumas “fungadinhas” em Colly, notei que o pequeno estava um tanto quanto assustado e meio desorientado: o cachorrinho estava perdido! Não agüentei e o peguei no colo, fiquei alguns longos minutos “conversando” com aquela doce criatura de olhinhos caídos e cansados, que buscava naquele afago, proteção e quem sabe a direção de para onde deveria seguir, ou retornar.
Decido traze-lo para minha casa, colocar alguns cartazes na redondeza, quem sabe com uma foto dele, ou ate mesmo esperar a manifestação do dono com faixas notificando o desaparecimento daquele filhote, mas, no caminho de casa, resolvi parar na veterinária onde a Colly freqüenta e somos conhecidos dos donos.
Quando cheguei com aquela coisinha peluda assustada, houve uma comoção geral. Veterinários têm um coração mole ao deparar com bichinhos perdidos, eles não se contentam, bom, pelo menos nessa veterinária, onde aqueles que ali trabalham não são mercenários, fazem um trabalho “social” como a adoção de bichos, bem como auxiliar os perdidos a encontrar o seus donos.
No momento que o Dr. Marcelo viu aquele filhote, logo pensou: vou ligar para os clientes que possuem Yorkshine, para saber se caso algum deles que perdeu o filhote.
30 minutos depois, nada, todos estavam em suas casas e eu permanecia ali, junto com Colly, pensando em um destino para aquele cachorrinho. Um dos funcionários da veterinária o pegou e para colocar na gaiola do petshop, para deixa-lo passar a noite ali, porem, o bichinho entrou em desespero ao ser trancado. Na verdade, acho que ele gostou foi do meu colo! Quando já estava prestes a leva-lo para minha casa, após combinar com o pessoal que se caso alguém o procurasse, era so dar o meu telefone para busca-lo, a campainha da clinica toca.
Era uma senhora aos prantos, na esperança de que alguém poderia ter encontrado o seu cachorro e deixado ali.
Quando aquela doce senhora viu seu bichinho no meu colo, em segurança, ela sentou no sofá para chorar. Havia dois dias que aquele cachorro estava perdido, dois dias que aquela senhora estava sem dormir...
Após aquele momento, o cachorrinho ganhou nome, identidade e historia! Bidu ! A alegria da vida da Dona Conceição! Presente do seu filho que mora em Itabira, para consolá-la pelo luto do marido que se foi. Ao contemplar a dona, em pulo, saiu do meu colo e foi para o dela. Ele recuperou a sua família!
Marcante foi apreciar a mudança de feições daquela senhora, que ali chegou em desespero, e ao ver sua esperança renovada, um brilho que parecia distante, voltou a ser todo seu. A vida voltou aos seus olhos.
Voltei para casa com minha Colly, feliz... Não somente por ter endorfina circulando pelo meu corpo após 40 minutos de caminhada, mas, pelo privilegio de ter vivenciado um reencontro.
Muitos não compreendem o que é o amor por um bicho, ou o que eles movem no coração de seus donos. É algo puro, simples, onde a conquista vem pelo olhar de total entrega, confiança, e fidelidade. Porque amo tanto a Colly? O fato dela não falar, no sentido verbal, não quer dizer que ela não me compreende ou ouve, ela lê a minha alma, olhar, suspiro, desespero, alegria, e demonstra a intensidade do seu amor quando seus olhos encontram com o meu, e ali o tempo para, lemos a alma uma da outra, e nos compreendemos. Loucura? Sim, e sou feliz assim...
Colly salva meu dia, a cada dia, e assim somos família e assim vamos vivendo, nos encontrando e nos perdendo, na esperança de sempre termos um olhar para nos entregarmos e sermos livres.
ps: vistarei Bidu e Dona Conceição ! Eles são igualmente apaixonantes !
terça-feira, 18 de março de 2008
Escolhas
Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria.Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e sonhos, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis, não sérias e bem situadas como você.
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela falta de gente à sua volta.
Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.
Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas, caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou - e portanto não há mais nada a fazer - ,ou a um futuro que ainda não veio - e que portanto não lhe permite fazer nada.
Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.
Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.
Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender nada mais.
Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.
A escolha é sua.
E o importante, é que você sempre tem escolha.
Pondere bastante ao se decidir, pois é você quem vai carregar- sozinho e sempre - o peso das escolhas que fizer.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Antes de partir
Fernando foi a companhia da vez, e como sempre, cinema com ele é acompanhado de subway e recordações do outro lado do mundo.
Assistimos antes de partir. (The Bucket List)
Poderia fazer uma bela critica sobre o filme, elogiar a brilhante atuação de Nicholson e Freeman porem, impossível não dizer que o filme trouxe recordações do meu pai, da sua vida, período que antecedeu a fase terminal doença, tratamento e morte.
Ninguém gosta de falar sobre a morte, mesmo sendo real, presentes e fatal digamos assim. Assunto proibido em festas, reuniões de família, rodas de buteco, tendo seu discurso e ideologias restritas a hospitais, casas de saúde, e claro funerárias! Companheira da vida, a morte também pode trazer vida, um novo recomeço, um renascer de possibilidades, e o despertar de emoções.
Lembro de quando era pequena, minha mãe ensinou-me que não poderia falar a palavra morte mais de 3x seguidas, pois, estava atraindo a presença dela. Crianças são disciplinadas a ignorar a presença da morte, é compreensível, graças ao fato de estarem começando a vida, no ápice da jovialidade, mas, para passar dessa para melhor, basta estar vivo!
O filme trouxe a minha memória às muitas internações, cirurgias, sessões de quimo, radio, as piadas com as enfermeiras, suas irônica com uma classe “Machadiana”, as conversas pela madrugada, inseguranças quanto a um futuro certo, a certeza de que se viveu intensamente porem, ainda queria mais.
A vida do meu pai daria um livro de primor!
domingo, 16 de março de 2008
Is this love
Estou contando os dias para assistir esses caras ao vivo !
Música que embalou o domingo....
Comportas do céu
Choveu praticamente o dia todo, e não foi aquele tipo de chuva que ainda dá para arriscar enfrenta-la com um guarda-chuva, foram torrentes!
Como gosto de tempo chuvoso, para mim, o dia foi perfeito, exceto por um pequeno detalhe: não estou bem de saúde.
Na verdade não sei se seria uma gripe (tanto tempo que não fico gripada que nem sei como é estar gripada) ou se seria efeito colateral de quinta, porem, como já se passaram dois dias, estou a ponto de descartar essa hipótese e ficando com a primeira. Só sei que tentei levantar e fazer as coisas acontecerem, mentalmente pensei em tomar um banho, sentar a mesa e almoçar, todavia após uma boa chuverada quente me senti muito mau e deitei. A sensação que tinha era de desmaio, estava a ponto de vomitar, não poderia nem ao menos encostar-se ao meu cabelo, tamanha era a dor de cabeça que estava sentindo. Pouco tempo após acordar, estava na cama novamente só que dessa vez o desconforto e a dor era incrível.
Não tenho a mínima idéia do que possa ser, pensei na possibilidade de ser uma crise de enxaqueca, pois, já me relataram que os sintomas seriam esses, mas ate as minhas juntas doem. Quase liguei para o meu médico porque as coisas que passavam em minha cabeça eram horríveis, desde hemorragia interna a uma infecção. Não sei se me tornei um pouco hipocondríaca, todavia creio que é normal considerando o que tenho passado.
Estou de cama, sonhando com uma sopa Vono de queijo com manjericão e tomate! Sim, amo essas sopinhas prontas que só adiciona água fervendo e pronto! Aquelas que tinham aqui em casa, acabaram e apenas com um caiaque e muita coragem para ir ao supermercado comprar, ou pedir alguém para comprar, da próxima vez, voltarei com um estoque para casa.
Surto de carência? Imagina, isso é bobagem... O que quero mesmo é compreender o que anda acontecendo com a minha vida, e o que ainda preciso romper para conquistar os sonhos que ainda idealizo. Sempre que contemplo a chuva, o seu encharcar a terra e limpar o asfalto, ainda que gerem alguns transtornos temporários, ela tem um objetivo a cumprir: limpar e fazer brotar seja a sujeira, o que esta em oculto ou gerar vida onde estava tudo seco. Preciso de chuvas serôdias sobre a minha vida, aquela chuvas que caem no deserto de Neguebe, transformando a terra arida em um rio, e no momento que as águas secam, um manancial emerge dali. Preciso de uma chuva em minha alma, pode ate ser chuva acida, contanto que ela venha corroer aquilo que não quer desgrudar da minha vida, e esteja me impedido de voar.
Faz chover em minha vida...
Derrame chuva sobre minha alma seca...
Que os teus rios venham inundar o meu coração...
Mananciais fluam em mim e através de mim....
E por falar em chuva, posso realmente estar gripada, afinal, tomei chuva ontem!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Entre as paredes
Para mim o dia começou antes mesmo de o sol nascer, não dormi praticamente nada na noite anterior!
Breves cochilos e despertar agitado marcaram a minha ansiosa noite. Não quero mais sofrer de insônia e nem continuar o uso de medicamentos; esses que não mais fazem parte da minha rotina diária a quase 2 semanas. Se estou bem sem eles? Não, e descobri que necessito deles para viver, entretanto, estou me dando a chance de controlar as minhas emoções, ainda que sejam tão difusas e inconstantes. Árdua tarefa é repugnar a depressão, uma vez que ela já sabe o caminho e a porta de entrada!
Pulei da cama cedo, tinha compromisso e hora marcada comigo mesma, na eterna busca em prol da saúde.
Esse dia foi extremamente incongruente, onde a vida permitiu-me sentar na primeira fila e contemplar os mais belos, estranho, e corriqueiros fatos do dia a dia, episódios que muitos buscam contemplar em telenovelas, folhetins de ficção, e hoje, assisti de camarote, o nascer e morrer, nas suas mais diversas facetas e áreas de atuação.
Andando lado a lado, morte e vida se transformam em uma coisa unica, primas distantes, porem, com fortes laços familiares sendo atados pela “mãe vida”.
Conheci uma sorridente mulher as 7:15 da manha, semblante sereno e calmo, a primeira vista estava ali por obra da rotina de consultas, todavia, ao olhar para suas mãos contorcidas de dor, logo deduzi: ela esta em trabalho de parto ativo ! Após aquela contração, conversei com ela, que carinhosamente me contava de sua espera: Letícia, sua segunda filha. Seu marido super simpático, porem explodindo de nervosismo, era o poço de orgulho mediante o que lhe aguardava, também, uma espera boa como essa, normal é se achar a pessoa mais feliz do mundo!
Acho que fiquei ao lado dela durante umas 7 contrações, e em tempo alguma ela perdeu o sorriso, só percebia sua dor ao olhar suas veias que pareciam saltar nos seus pulsos. Sua explicação para aquela agonia: é uma dor que dura exatos 1 minuto, mas que parece 1 hora.
Despedi daquela mulher e seu esposo, mal sabendo que poucas horas depois encontraria o pai babão no corredor, morrendo de vontade de mostrar a sua mais nova filhinha para todo mundo. Na hora que o vi e parabenizei, só mencionei: posso vê-la? Em segundos o filme foi rebobinado na filmadora e o papai orgulhoso exibia para uma mera estranha o seu bem maior.
Tinha lagrimas naqueles olhos e mil elogios nos lábios, mas não era exagero, e ainda que fosse, a Letícia é linda! Super charmosa abriu os olhinhos para a câmera, proporcionando imagens pulcras e eternas.
Visitei a mamãe orgulhosa no quarto, que queria contar todos os detalhes do parto tranquilo. Ela continuava com o mesmo sorriso da dor, porem, o brilho era diferente! Não sei o nome dessa mulher, nem o do seu esposo, engraçado como bebes se transformam no centro das atenções em fração de segundos, a ponto dos pais perderem a identidade, e serem reconhecidos simplesmente como os pais de alguém. Sei que eles não se importam, é amor demais.
Após esse Réquiem incrível, conheci Patrícia, uma jovem que estava se recuperando de uma tragédia. Mãe de um garoto de 9 anos, seu maior sonho era ter outro filho. Apos diversos tratamentos, uma serie de abortos, ela conseguiu engravidar, porem, foi informada que seria uma gravidez de alto risco. Durante os 3 meses que se seguiu a gestação, ela me relatou que fez repouso absoluto e estava tricotando algumas mantas para o bebê, que ate então não se sabia o sexo, ela sonhava com aquilo e imagino que a cada ponto na lã, eram momentos de intimidade sendo construídos com aquele ser ainda em formação.
Infelizmente Patrícia perdeu o seu bebê, e como se não bastasse, em virtude de uma forte hemorragia perdeu também o seu útero e com ele seus sonhos e esperança. Havia uma dor doce em sua fala, um consolo para o inconsolável, ela apresentou-me diversas formas de ainda ser mãe novamente: barriga de aluguel, adoção, porem, a dura realidade de não mais produzir uma vida tirava sua força e voz.
Não me recordo quanto tempo fiquei ali com ela, simplesmente ouvindo, ouvindo, e segurando para não chorar, queria chorar as lagrimas dela, mas, por egoísmo não queria sentir aquela dor, é dor demais. Ela contava dos planos que havia feito para aquele bebê, e imagino que a sua casa já deveria estar com uma estrutura para receber aquele filho, que foi tão planejado, aguardado e amado. Sua saúde ainda fragilizada não lhe permitiu receber alta, e como norma, não pode ter um acompanhante no quarto, vi que a minha estadia naquele local trouxe um pouco de alento aquela mulher, que tanto precisava compartilhar sua historia, externar sua dor, ainda permanecer sonhando e nao desistir de produzir vida.
Ao despedir de Patrícia, a vontade era levá-la comigo, cuidar, fazer uma sopa bem gostosa. Não encontrei palavras para dizer tchau, não existe verbo que possa arranca a dor de uma mãe que perde um filho, e de quebra o ultimato de que foi o ultimo a ser gerado.
Dei um abraço, agradeci por ela ter compartilhado sua historia, e fui quebrada por suas palavras finais: Renata, você vai ter filhos lindos e se um dia descobri que alguém, por acaso, não quiser mais o seu filho, deixo-o na minha porta, dê para mim.
Sai daquele lugar com essas palavras em mente...
Como a vida reúne no mesmo local o trágico e o gozo, apenas uma parede separava a nova vida, daquela que se foi. A fluidez do destino e seu constante mover em nossas vidas, ainda que nos ensine a preparar para o acaso, bate a nossa porta com pacotes brilhantes e fitas vermelhas, contendo a esperança ou o caos. Às vezes conseguiremos manter o sorriso com a dor, ou mascarar a dor com vários sorrisos.
ps: Ah e a propósito: minha saúde vai bem obrigada! Estou recuperando...
quinta-feira, 13 de março de 2008
Arrumação
Resolvi mudar um pouco o foco da fisioterapia para ver se aumenta o meu animo. Estou realizando vários exercícios com caneleiras (usando 3 kilos já !) e aparelhos de musculação, resolvi transformar a clinica em uma academia e a recuperação em um programa fitness. Como a imaginação é o terreno fértil das idéias, deixei rolar solta essa manha.
Combinei com as fisioterapeutas que estava fazendo um circuito, intercalando vários exercícios, e para finalizar 20 minutos de esteira com velocidade 6.5 !
Bom, acho que perdi algumas calorias no começo da manha, nada mau para quem esta tentando, mesmo não fazendo muito esforço para tal, perder alguns quilinhos. Na parte da tarde, fui para a piscina, 45 minutos de natação e aproveitei para pegar uma cor, pois, estava um super sol e um calor escaldante. Tempo estranho! No inicio da manha caiu uma chuva torrencial, na parte da tarde um sol típico de verão e no termino do dia mais chuva.
A sensação que tenho é de dever cumprido. Todas as pequenas metas estabelecidas para esse dia foram realizadas.
Nunca fui um modelo de organização, okay, estou sendo humilde e incoerente: sempre fui o modelo de bagunça! Seja meu quarto, vida pessoal, bagunçar a vida alheia, chegar atrasada... Por mais que eu seja uma pessoa compromissada, pois, se resolvo fazer algo, o farei até o final e da melhor maneira possível, nunca tive qualquer disciplina na minha vida.
Minha vida em certos momentos foi um eterno procurar em meio à bagunça. Seja bagunça emocional ou do meu próprio armário, meu tempo bagunçado, minha cabeça, idéias, visão. Carreguei coisas desnecessárias simplesmente pelo fato de estarem ocultas em meio à desordem, elas se perderam no paralelo entre o fútil e o descartável, só foram encontradas ou vieram à tona mostrando a sua constante presença ali, e a insignificância e peso que me traziam. Meus ombros pesam. Organização traz clareza, consciência do que se tem realmente, daquilo que é palpável, necessário e o frívolo. Estou conseguindo colocar os “pingos nos is”, meu quarto está a alguns meses na mais perfeita ordem e limpeza, tudo no lugar que foi previamente analisado e conveniente, todas as roupas separadas e bem alinhadas, produtos de beleza sendo utilizados e finalizados para renovar o estoque e trazer assim novas fragrâncias.
Preciso levar essa nova filosofia de vida para o âmbito das idéias. Preciso organizar a minha mente, renova-la por completo, colocar as ideologias e paradigmas na sua ordem de importância, deletar algumas pessoas e quem sabe lembranças que ainda geram dor, implantar coisas novas. Brinquei com um grande amigo, Flávio, uma pessoa na qual sou muito grata, não somente pela sua amizade e por ter me apresentado à querida cidade de Ipoema, mas por ser o meu “professor de filosofia Nietzschiana” e me transformar em uma alma filosófica: Flávio, ajude-me a colocar minha cabeça no lugar! Foi motivo de risadas múltiplas, mas usando uma frase do grande teólogo Agostinho: “necessitamos uns dos outros para sermos nos mesmos.“
Estou precisando de um divã e bons amigos: Bionca e Flavio: bar do João no sábado?
quarta-feira, 12 de março de 2008
Encontrar
Se alguém me perguntasse: defina-se com uma palavra… acho que seria o verbo encontrar. Tem uma frase que gosto muito. Por um bom tempo ela esteve presente aqui no meu perfil do blog: caminhante em busca de uma estrada, estrada em mim, e em mim, a caminhada. Estou a procura de algo, a minha pessoa virou um enterno encontrar.
Ao longo de muitos anos, fui uma pessoa que, hoje, ao realizar uma analise de suas atitudes, posicionamento e modo de pensar, seria qualquer outra pessoa exceto a Renata.
Por ignorância, ou comodidade quem sabe, uma sutil covardia de enfrentar o mundo e a todos, dar a cara a tapa e assumir a minha pessoa, entrei em diversas formas onde mascaras de conveniência, delicadamente eram acopladas ao meu rosto, transformando o meu eu, em todo e qualquer tipo de pronome, do possessivo ao pessoal, sempre satisfazendo e imitando o alheio, agradando o grande publico e me perdendo em meio à multidão.
Difícil tarefa é a tarefa do encontrar.... Complicado encontrar algo que lhe falta, sendo que não se sabe bem ao certo que falta é essa.
Quero encontrar um amor de verdade, daqueles que se tem certeza que é para a vida toda, onde o encontrar diário seja tão mágico e intenso, repleto de uma saudade doce que não quer se separar... Onde se encontra um amor de verdade? Ninguém nunca me ensinou essas coisas, não tive os melhores exemplos ao meu redor, e também, aqueles que julguei achar ser um amor verdadeiro, no fundo não passou de uma carente busca em encontrar sentido. Sempre me emociono quando alguém me relatada a respeito de um encontro amoroso, ou assisto em algum filme, faço um grande esforço em perpetuar uma sensibilidade que ate então achava que não tinha. Sim, sou sensível, torço e choro por finais felizes, pois ainda tenho esperança de viver um.
Quero me encontrar, ainda que me decepcione e veja que não sou o que esperava. Hoje mais do que nunca vejo que isso é preciso. Quero ter uma vida que seja minha realmente, onde eu seja a autora e protagonista, que o palco seja meu. Já protagonizei muitos diálogos, novelas, mas agora, quero um monologo e total exclusividade de atuação. Sei que o diretor da minha vida, alem de brilhante, pode todas as coisa, e o mais incrível é sua confiança em mim e seu desejo em me ver em jubilo pleno.
Preciso de um encontro.... com alguma coisa, algo, alguém... ter um encontro....
segunda-feira, 10 de março de 2008
Segunda...
Segunda feira, dia de colocar as idéias no lugar. Também conhecido como o dia de começar coisas novas, seja dieta, ou uma nova ginástica, fato é: segunda é dia dos recomeços !Quase não fui a fisio hoje, meu despertador estava sofrendo de um surto de preguiça e não tocou no horário devido, atrasei e muito, e não tive a oportunidade de correr ainda.
Okay, tudo tem o seu tempo e se o tempo está sendo adiado é porque a hora certa ainda não chegou muito fácil e simples escrever e falar essas coisas, difícil é conter a ansiedade!
Ansiedade: uma companheira de longa data, sempre presente nas horas mais inoportunas, parece gostar de andar ao meu lado e eu de estar com ela, pois ainda não consegui me libertar da sua sempre presença comigo.
Confesso que estou trabalhando de maneira ferrenha para mudar isso, tenho buscado separar aquilo que é do outro, a ansiedade dele a respeito de situações em comum, e o que eu realmente estou sentindo e vivenciando no momento, mas não é fácil, como diz uma jornalista que muito admiro Roberta Zampetti: viver não é fácil não. E não tem sido não.
Hoje fui nadar. E foi muito bom.... Estava fazendo um sol gostoso, estava quase se pondo e o céu com as cores magníficas que só Deus mesmo poderia criar.
Agradeci e muito pela oportunidade de contemplar suas maravilhas, de estar nadando, de estar bem, saudável, e viva. Foi magnífico fluir ali na água, sentir meu corpo por inteiro, saber que tenho controle de cada membro e cada um desempenhando com primor a sua função. Sorri, segurei para não chorar, me entreguei e fui feliz por diversas frações de segundo.
Posso dizer que hoje valeu a pena, tudo valeu a pena por ter vivido o que vivi.
Deus, obrigada, só isso tenho a dizer.
As prioridades
Hoje estou absorta, somente a observar e absorver as vozes que pairam pelo ar …
Fui almoçar na casa de uma tia, foi difícil demais, ali estavam pessoas que não sou lá muito fã, só de ouvir a voz já fico incomodada.
Não gosto desse tipo de coisa, mas, ao mesmo tempo, não sou obrigada a conviver com elas, e elas comigo. Porem sei que são sentimentos que carrego, prejudicando somente a mim mesma, preciso aprender a controlá-los só que na verdade não sei como trabalhar isso em mim. O primeiro passo foi compreender que sou livre para sentir o que bem entender, mas, também compreendo que essa liberdade, não me da o direito de ser cruel com ninguém. Por isso, hoje, a maior parte do tempo fiquei calada, e nos momentos de oportuna explanação falei somente o que o outro gostaria de ouvir, e não o que realmente pensava no momento. Às vezes se fazer de bobo é saudável.
Deixarei aqui uma crônica muito legal de Danuza Leão, que foi publicada na folha de São Paulo em 2 de marco.
domingo, 9 de março de 2008
Mulheres...
O dia de hoje é mundialmente conhecido como o dia das mulheres. Sinceramente não sei o motivo dessa data, apesar de reconhecer a sua importância e valor. Claro que o comercio aproveita as festividades, lançando mão de uma massacraste campanha de marketing, em torno do dia, direcionando o ato prestigiar ou homenagear uma mulher, diretamente associado ao consumo de bens e serviços.E nessa onda de gastar e honrar uma mulher, 0 real valor da data em questão, torne-se um momento de “coisificar” sentimentos, perdendo assim a magia de agraciar uma mulher com palavras, rever a sua real importância para a sociedade, e que gestos assim sejam uma constante ao longo do ano.
Esse ano resolvi fazer algo diferente... Juntamente com um grupo de voluntários da “Young with a mission” para a zona de prostíbulo (digamos assim) da minha cidade, para abençoar a vida dessas mulheres, que são meros objetos sexuais, porem, pessoas dignas de respeito, amor, alvo da compreensão e sensibilidade humana. Foi muito gratificante entregar a elas uma rosa, produtos de beleza, uma bíblia e afeto. Impressionante observar a carência humana, tanto no sentido de tato, contato físico, olho no olho e um ouvido a disposição para ouvir as historias e demonstrar interesse naquilo que muitos acham que não vale nada. Foi muito interessante apesar de exaustivo, estava com muita dor, tive que andar mais do que planejei e tolero, sem tirar o calor de 32 graus e ter cautela ao ingerir qualquer liquido, pois a possibilidade de utilizar um banheiro naqueles locais é praticamente inadmissível. Valeu a pena apesar de tudo, e se possível for, farei isso mais vezes.
Mesmo muito cansada, resolvi sair. Na verdade tinha um aniversario, hoje também é dia de Saulo! Amigo parabéns! Sei que compreenderá os motivos da minha ausência na sua festa, todavia quero ter dar o meu abraço e presente! Felicidade, sucesso e paz.
Sai de casa, mas sai em grande estilo: depois de 6 meses sem dirigir, fui para casa de Bia de carro !!!!!!!!!
Oh emoção viu! Tudo bem que esta sendo muito complicado pisar no pedal, pois ainda não tenho força o suficiente, e sinto dor ao fazer esse tipo de movimento gera um pouco de dor. Valeu, apesar de tudo valeu, é bom demais sentir que ainda é possível ter o controle de algo na vida, que as coisas estão melhorando e que posso mais. Para o ego, foi o melhor exercício!
Resolvemos sair para papear, eu e Bia, na verdade o plano inicial era subir ate a cobertura do prédio dela, que está a venda e fica aberta para exposição de futuros compradores, porem, como hoje em dia ninguém confia mais em ninguém, ela estava fechada. A alternativa encontrada? Vamos para o meio da rua ouvir musica, tomar prosecco e comer olho de sogra que o pai de Bia “furtou” de uma festa infantil. Ficamos ali contemplando as estrelas, deitadas na calçada, sendo alvo dos curiosos (e com razão, afinal é um ato de insanidade e atrevimento duas garotas bebendo sábado a noite no meio da rua, deitadas no na calçada) rindo das nossas mazelas, fazendo confissões e tentando chegar a alguma conclusão a respeito do nosso papel nesse mundo cão. Não chegamos a conclusão do que queremos, porem, concluímos que apesar dos erros do passado, eles foram as melhores coisas que nos ocorreram: aprendemos com eles, para hoje, termos a oportunidade de construir algo novo, inédito, nosso, e sem perder a nossa identidade e visão.
Aprendemos que quando abandonamos quem somos, ficamos a mercê de um destino desgovernado, alvo de criticas impensadas e principalmente deixamos de viver.
Foi um dia bom, dia de rever conceitos, valores, continuar no mesmo lugar, entretanto de pé, andando e dirigindo, pelo menos dessa vez.
sábado, 8 de março de 2008
Verão de 2006
Porem, fui acometida de uma dor terrível no local que foi realizada a infiltração de cortisona ontem. Não é possível explicar o incomodo e aflição que tenho sentido, ate mesmo o usar underwear tem sido muito dolorido, não posso encostar nada e não é em qualquer posição que consigo sentar. Apesar de tudo, estou confiante que a medicação surtirá o efeito almejado, pois, só o fato de imaginar submeter à outra agulhada no osso, é um catalisador para pensar de maneira positiva. Uma só foi o suficiente para trazer a cura!
Já que não foi possível ir à fisioterapia, concentrei-me em outro objetivo de retorno a vida e aos sonhos que foram embora: natação! Voltei a antiga academia que treinava e para a surpresa dos preparadores físicos: nossa vc está mancando ? A única coisa que pude dizer foi: graças a Deus, para quem não tinha chances de voltar a andar!
Foi muito gostoso receber o carinho de todos ali, conhecidos de longa data. Estou feliz, pois consegui nadar 15 minutos! Minha perna definitivamente não tolera, por enquanto, mais do que isso, mas, fiquei feliz e estou feliz.
Hoje consigo andar, pedalar e nadar! As vezes acho que é mentira, vou voltar ao estagio inicial, realmente o medo é produto de algo que já nos ocorreu, tenho lutado contra ele, para que seu engano não seja uma barreira psicológica a me impedir de romper os limites que ainda tenho. Ate quando isso vai durar? Não sei...
Ao contemplar a piscina da academia, lembrei-me de Taty minha adorável roommate, uma guerreira por aguentar as minhas bagunças e crises de humor.
Em uma de nossas corridas, descobrimos que um condomínio fechado, bem próximo a nossa casa, havia uma piscina enorme. Na Austrália o calor é insuportável, chegando a 49 graus na sombra. A ausência da camada de ozônio faz com que os raios solares sejam mais fortes ali, fazendo com que seja impossível a exposição solar. O índice de câncer de pele naquele país é o mais alto do mundo. Porem, não me contive a piscina do condomínio e Taty era o meu álibi em invadir o território alheio, das mais diversas formas, somente para nadar, não apenas no sentido de refrescar do calor infernal, mas para adicionar mais um item na minha lista atividades físicas!
Durante todo o verão de 2006 foi assim, corridas com Taty e invasão na piscina alheia....
Ali aprendi limites, as estratégias para vencer e preparei-me para o que estava por vir. Verão de 2006...
Quero ter mais verões assim... com vitalidade, alegria, força, atitude, diversão, saúde e paz.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Big deal !
Manha dedicada para o check up quinzenal dos meus ossos, com direito a novas radiografias e esboçar novas metas. Alvo discutido e aprovado: vou tentar “trote”, para aqueles que nunca correram: trote é a passada da corrida, é marcar o tempo, a marcha da corrida. Trocando em miúdos: após reaprender a andar, é hora reaprender a correr. Lembrei do meu grande amigo Nietzsche: “depois que aprendemos a andar, é hora de começarmos a correr”. Essa sempre foi uma frase corriqueira em minha vida: seja correr para cumprir os compromissos e horários, seja para correr em alguma avenida, praça, ou esteira.
Correr ! Correr está no meu sangue. Quando criança, roubava chicletes com uma grande amiga, que na época era bem pequena, hoje não tão pequena e mega famosa. Vai casar com o cara que 10 em cada 10 mulheres no mundo babam, e eu também! Psiu, sweetheart I’m so glad with the baby! You deserve everything that life has been giving in your hands! Com ela, aprendi que correr é uma arte! E sou eternamente grata !
Corria para não ser pega, corria para me jogar, corria do disciplinário quando matava aula, corria para manter meu peso, corria para sentir endorfina no meu sangue, corria para não perder… Retornarei a correr, desta vez não contra o relógio e prazos, quero correr com minhas pernas e tudo o que ainda tenho. Mesmo tendo a sensação que cada dia corro contra o tempo, um tempo que me persegue e não sei mais como desviar, ouso apenas seguir o rumo, quero abraçar o exemplo de Nietzsche: é hora de começar a correr.
Já separei o meu melhor tênis de corrida, doei muitas coisas, mas esses não, são relíquias do passado que me projetam para o futuro, são inegociáveis! Já estão prontos, amanha na fisio, o velocímetro da esteira passará de 6.0! E assim, chegarei novamente aos 18.0! Ainda que demore, chegarei!
Gostaria que esse dia, tivesse sido repleto de flores e boas noticias... após exame clinico, descobri uma infecção na sínfise, e estou com uma sinfisite púbica, que é nada mais, nada menos que uma infecção no osso pélvico. Causa: medicamentos, desgaste ósseo, esforço repetitivo na fisio. Contento-me com o fato de não ser um novo tumor, infecção é fácil, antibiótico resolve!
Entretanto, descobri que nem sempre o caminho é límpido, necessitei realizar uma infiltração, introduzir uma agulha até o osso, e ali injetar uma dose de cortisona. Okay, tem anestesia, perguntem-me se ela “pegou”, foi na raça mesmo ! Dor pouca é bobagem, entretanto se tudo na vida resolvesse com uma simples injeção agonizante como essa, tomaria uma a cada manha atribulada.
Sai sem norte da clinica, dói e dói muito, é uma loucura vc sentir algo furando seu osso, entretanto funciona e isso que quero.
De presente, após o sofrimento, pude contemplar um belo arco íris...
Por um bom tempo, permiti silenciosamente contempla-lo. Foi um momento intimo com Deus e com o fluir da vida. Após a tempestade (que caiu por aqui ontem no começo da tarde) o sol voltou a brilhar, evaporando os indícios do aguaceiro, e de brinde, recheou o céu nas mais belas cores. Muito correram para não se molhares na chuva, ou, para não necessitar sair do lugar, alguns até perderam a corrida molhando se por inteiro, já outros não perderam tempo em enfrentar a chuva, ou simplesmente perderam porque não deu tempo.
Perdi a chuva porque não deu tempo, porem, tive tempo para admirar as mais belas cores, lembrar que é o sinal de uma promessa, promessa de Deus para o seu povo. Lembrei que existem promessas de Deus a respeito da minha vida, e Ele não é homem para mentir, e diferente de nós, trabalha de maneira árdua para que suas promessas sejam reais na vida de alguém. Ele permanece trabalhando, ainda que não se veja o mover de suas mão, ele trabalhou durante a chuva, para produzir o sol e o mais belo dos espetáculos. Ele tem trabalhado em mim, tem trabalhado em nós.
E uma coisa é certa: somos indestrutíveis até que todos os planos, sonhos e propósitos de Deus se cumpra em nós, e através de nós. É vital entregar-nos em suas mãos de cuidado paterno, porem, acima de tudo, mãos onipotentes que movem o céu para derramar chuvas de bênçãos, sobre a vida daqueles cujo coração é totalmente dEle !
ps: Carol Assumpção, Tia Bobbie Houston told on my birthday: be the best u that u can be everyday and everytime because u'r so special and essential on the Potter’s Hands! I still believe babe ! And will still....
quinta-feira, 6 de março de 2008
Rise up
Levantar, a primeira coisa a ser feita: levantar.
Levantar a cabeça, da cama, levantar para a vida e deixar que a vida me levante.
Aproveitar o sol que brilha, ou a ausência dele, sem esquecer que ainda assim se faz presente.
É dia, é luz, existe vida do lado de fora e existem pessoas vivendo.
A vida é um eterno morrer, e uma celebração da morte.
O tempo presente, é real graças à morte do ontem, por isso o presente se faz presente.
Logo, o futuro é a morte do hoje, e o hoje é um eterno morrer a cada segundo.
As pessoas não gostam de falar sobre morte, eu também não, nunca gostei, entretanto, é a única coisa notória na vida: é o fim em si mesmo. Algo irrefutável onde todos, um dia, teremos o oportuno em contemplar o nada diante do tudo. Não sabemos o que nos aguarda, o seu desfecho, a única coisa que sabemos é que iremos. Para onde? Um enigma. Certo é: deixaremos para traz todas as coisas, e acho que isso é a morte real. Porem, muitos estão mortos em vida. Deixaram-se no meio do caminho, perderam seus valores, ideais, venderam paradigmas as custa de nada, não renovaram os conceitos, entregaram-se ao vazio existencial. Perambulando em meio à multidão, expressando emoções e ate mesmo retribuindo sorrisos, só não sabem que morreram! Morrem por dentro, fedendo, como um sepulcro caiado.
Viver não é tarefa fácil, morrer sim, basta estar vivo! A cada instante, é preciso lutar contra a morte: a morte que instala para minar as forças, o sorriso, a vontade, saúde, o levantar.
Tarefa complexa é viver.
A cada termino do dia, é possível degustar emoções bastante distintas: a alegria em ter vivido mais um dia, chegado ao final. Mas tão logo isso é apreciado, a lembrança que esse dia findou, faz com que o presente celebrado, demuda na morte enlutada, que é o passado que tanto vem à tona, lembrando a vida contemplada no momento, ou a morte que batia a porta.
Morte e vida caminham juntas, de mãos dadas, antagônicas, uma não existe sem a outra.....
Quero viver, nem que para isso, seja necessário morrer. Morrer para o que pensam, acham ao meu respeito, morrer para as condutas que recrimino, e que tantas vezes adoto para achar que “viver” em comunidade é a melhor maneira de viver. Não quero construir uma bolha e ali fazer morada. Quero simplesmente viver o que tenho em mim, com toda minha complexidade, incertezas, loucura e razão. Ainda que muitos venham averiguar que a Renata se foi, morreu no conceito social de padrão de vida, quero viver por completo, para que possa morre tendo a plena convicção de que valeu e verdadeiramente eu vivi!
terça-feira, 4 de março de 2008
Ela passa e passo junto com ela
Não existe muito que fazer!
Nem sempre a vida joga o mesmo jogo que nossa mente e vontade aposta. Como dizia Darwin: que sobreviva o mais adaptado. Estou adaptando as enormes mudanças repentinas, que a vida tem me apresentado a cada novo dia. E quando se imagina que já aprendeu, se adequou às mudanças, a roleta gira para o lado oposto, confundido o apostador que torce para que pare no lugar apropriado. E essa roda ininterrupta, permanece nessa inconstância dia e noite, noite e dia. Uma hora se está de pé, no segundo seguinte, pode se estar no chão. Já advertia a bíblia: aquele que esta de pé, cuidado para que não caia. Por mais que se leia manuais de como viver de tal, e tal maneira, como ser feliz dessa e dessa forma.... A verdade é: não se controla o destino, não se manda na sorte, não se acerta sempre e muito menos se erra a toda hora.
E a vida vai passando e vamos passando diante dela. Em alguns momentos com graça e leveza, já em outros, com dor e pesar, mas sempre se passa, tudo passa. Passam-se as alegrias, pois, outras sempre chegam para tomar o lugar daquilo que perdeu o deslumbre inicial, já passou o momento da euforia! Às vezes a dor passa e rouba-se o jubilo, deixando um rastro de melancolia por onde passou. Entretanto, tudo tem um inicio, meio, e um fim. O que determinará cada etapa, será a postura adotada para enfrentar cada novo momento, só assim, podemos jogar as fichas na convicção que a roleta poderá rodar em nosso favor, caindo na casa apostada, na casa que nos encontramos, pelo caminho que estamos passando.
A vida passa...
E vou passando junto com ela, não sei ao certo como ela esta girando, a impressão que tenho é que não estamos na mesma sincronia. A minha falta de sorte serve como parâmetro de que estou andando na contramão do mundo, estou andando na contramão de mim mesma.
Hoje não foi um dia fácil. Terei mais uma cirurgia pela frente. Não são palavras fáceis de ouvir. Ao sair do consultório o dia ainda estava claro, o sol brilhava com intensidade, o calor era latente, mas a minha alma havia congelado. Medo, insegurança, dor, incerteza, talvez tudo isso, ou um pouco de cada. Quando sai do hospital, a vida continuava do mesmo jeito que deixei antes de entrar, as pessoas indo e vindo, os carros apressados, tudo permanecia como eu havia deixado, porem, agora, passo a enxergar em câmera lenta, os carros não estão tão velozes assim, as pessoas até mais cordiais, (ou eu gostaria que fossem) a vida vai passando devagar, e eu devagar pela vida. Meus planos futuros são quase que táteis a minha frente, não quero desistir de vivê-los, acho que isso que contribui para que a vida não pare de vez. Ainda quero passar longos anos passando pela vida, e ver a vida, passar longos anos em mim.
Em meio a turbulência das novas noticias, ao chegar em casa, vivenciei emoções bastante distintas. Havia uma amiga aqui, veio ficar alguns dias. Quando retornava para casa, alegrei-me em saber que aqui ela estaria, e certamente teria um colo para repousar, alguém de imediato para relatar o fato, e sentir-me segura. Entretanto uma indiferença subentendida diante da minha dor, colocando a minha pessoa em segundo plano, pois, naquele momento, era mais importante um telefonema para um paquera do que a minha cara de espanto diante do ocorrido. Fui para a cozinha, preparei uma massa, aguardei pela sua companhia para jantar, o telefone era o primeiro plano no momento, comida já fria, sentei-me a mesa e ali comi. Não quero prender-me a esse fato, as pessoas só podem nos dar, aquilo que elas dão conta, e não são frageis, ruins, por causa disso, por não nos darem o que esperamos, elas são simplesmente difrentes. Essa é a introdução e explicação de algo algo legal que ocorreu-me: Isabela, ainda que vc não saiba, vc foi a minha companhia no jantar solitário em uma mesa de 4 lugares. Via msn, mesmo com toda a frieza do texto, só o fato de saber que naquele momento tinha a sua pessoa do outro lado, foi especial o bastante para trazer-me consolo, força e garra, e fazer com que a comida produzisse força para meu corpo e alma. Obrigada pelas palavras, pela musica e pela companhia. Que jamais faltem companhias a sua mesa, e que sua mesa seja sempre farta de paz e superabunde vida!
segunda-feira, 3 de março de 2008
Muito querida...
Conhecedora das minhas mazelas.
Ensinou-me o que significa a palavra: querida
Doçura em forma de ser humano.
Quem te conhece, quer levar para casa.
Amiga do acaso.
Deu-me colo, comida e uma família.
Cantamos,trabalhamos, aprendemos.
Você me ensinou o que é compromisso.
Compromisso comigo mesma.
Juntas vivemos aventuras.
Choramos uma saudade.
Sempre guardamos a expectativa do novo encontro.
Minha doce e tão querida Mimi, amiga que virou irmã, que arrebatava meu coração com sua suave voz: Oh Rê, não fica assim não. O melhor da segunda foi a longa conversa ao telefone, saber que alguém compreende a minha dor, a minha inconstância, a necessidade de ir. Vai para longe outra vez, mas um longe ainda não tão longe, e vou te ver... conhecer mãe, igreja, city. Por enquanto, fico feliz com o que me deixou: Lorena, Felipe, Papi’s Arlindo, Mamy Malu, Tia Bernadete e seus sobrinhos. Uma família de coração que aprendi a amar e receber amor.
Obrigada doce amiga pelas palavras de conselho. Encontramos-nos em F.M or Ozzy Land !
Just remember: you are beautiful to the core!
Alguem me empresta um mapa ?
Foto by Junior
Relatório do dia anterior:
*Primeira festa sem muletas.
*Sim, bebi demais, confesso que alem da conta.
*Mensagens para amigos, no mais alto grau alcoólico: 1.
*Homens interessantes: -1.
*A comida estava perfeita.
*Muitas fotos (sou exagerada no numero de fotos).
*Musicas que me lembraram bons momentos: incontáveis.
*Momento que desejei pena de morte para cantores de axé: longas 2 horas.
*Saudades do meu baile de formatura (por alguns segundos).
Cheguei em casa quase 5 e não estava lá muito legal, pelo menos voltei com a bolsa e a sandália que fui calçada, não deixei nada para trás pois, era mestre nisso, graças a Deus estou aprendendo a ser mais controlada, responsável e organizada com as minhas próprias coisas. Cai na cama com os dedos cruzados para não ter uma bela ressaca, em um domingo de tempo estranho. Ainda bem que não senti nem uma dor de cabeça, o que me leva a crer que meu corpo esta mais do que acostumado com o álcool, o que não é nada legal.
Vivenciei um momento remember a good time. Voltei no tempo, em um tempo que sonhava, tinha plano, e era feliz. Momento que estava vivendo o ápice de um sonho, correndo atrás de um ideal que ate em tão não era claro, não o visualizava plenamente, pelo menos, sabia que ele existia. Tempo recheado de desafios e conquistas aguardando por mim. Um tempo que a vontade era de não dormir, pois era bom demais para ser verdade.
Usarei a frase de um bom amigo: “a felicidade quando bate na minha porta, avisa dia e hora que vai embora.” Isso é mais do que verdade.
Meu sonho findou e com ele a força, alegria, garra, e porque não dizer: esperança. A dura realidade se apresentou de maneira tão fria, que permaneço gelada ate hoje. Meu coração endureceu.
Essa tarde, lembrei da emoção e sentimentos que foram reais. Fizeram-me lembrar que valeu muito a pena, mesmo não tendo terminado como eu queria. Foi um doce sonho que findou, gerando uma lembrança suave que ainda causa certa dor.
Quero celebrar algo em minha vida, preciso.... Preciso viver intensamente outra vez, ter a certeza de que ainda é possível.
Preciso encontrar a estrada em mim, e em mim, a caminhada que tanto busco. Trilhar os propósitos destinados a minha pessoa, compreender que tenho um chamado, viver a plenitude que me foi reservado.
Alguém me arruma um mapa? Uma bússola? Estou perdida!
domingo, 2 de março de 2008
A festa da loira
Gosto de dias assim, são oportunidades perfeitas de se curtir o meu quarto, meu canto, meus livros….
Dias de chuva são ótimos álibis para melancólicos, pelo menos é para mim.
Gosto de ficar em casa, principalmente no final de semana, detesto sair sabendo que todos os lugares estarão cheios, porem, fico curtindo a dor na consciência que lateja insistentemente: Renata saia e viva Renata ! Mas, quando cai uma garoa, logo a voz da acusação se cala e a senhora razão toma o seu lugar: sair com chuva não é nem um pouco agradável. Fico em casa numa boa!
Aproveito e curto o meu ócio que sempre me conduz a lugar nenhum, alguns filmes para passar o tempo, meus livros recebem novos marcadores, úteis companheiros na arte da seqüência.
Adoro....
O dia tinha tudo para ser caseiro. Entretanto um convite irrecusável ocasionou uma movimentação nas minhas células, que graciosamente acomodaram em uma vadiagem gostosa. Baile de formatura da minha Cris Loira. Ah guria, só você mesma para trazer movimento a preguiça suscitada pela chuva. O dia tomou novos rumos e compromissos, que também são gostosos, claro.
Os livros deram espaço a produção pré-festa. Onde tudo vira festa.
O sábado passou na expectativa da noite, do baile de Cris.
Loira, sucesso amiga! Você merece tudo o que tem, e ainda mais, pois é trabalhadora e uma mulher de garra e atitude.











