
Ao longo da semana, utilizei frases de homens celebres para expressar meu modo de pensar no momento, sentimentos, opinião. Fiz valer da imortalidade e legado, tomando para mim, propriedade de expressar-me através de suas ideias.
Silenciar minha voz, predispõe muitas outras Vozes serem ouvidas no Ar, entretanto fazem parte do meu processo de desfragmentar, e assim, analisar meus conceitos e subjetividade, fazer com que o meu todo produza um coro a ressoar o meu pensar, quem sou.
Ontem, ouvi minha própria voz e com ela não as ideias de muitos, mas minhas próprias ideias sobre quem sou. Essa auto analise permite compreender o meu papel no todo e o todo em mim, a influencia das ações sofridas e minha reação diante delas, a inocência de achar que meu atos sempre produzem retorno equivalente e de mesma medida sobre mim, e por mais que eu me importe, sempre terá aqueles que não dão a mínima importância.
Se não tenho possibilidade de controlar meu mundo, o que dizer então daquilo que está em minha volta? O que dizer então do mundo do outro? Perdendo o controle, perco também a ideia de onipotência que leva consigo, a certeza de que me conheço a tal ponto que posso precisar o que desejo, e o que é melhor para mim.
Na verdade, não se sabe o que quer. E por não saber, ficamos a mercê do destino, o que nos ensina a criar determinadas muralhas de proteção contra investidas daquilo que supostamente se acha que não quer.
Após sitiar a estrada da minha vida com alguns altos muros de proteção, suspirar de alivio com a falsa segurança, constato que a minha fortaleza emocional acovardou-me a tal ponto de desperdiçar momentos sublimes, devido a simples fobia de não arriscar com pânico de sofrer. Já perdi noites de sono, perdi ideias, dinheiro, canetas, onibus, pessoas, amigos, o par perfeito, a hora, pedi a cabeça, a paciência, perdi a chance.... e por perder, aprendi a dar valor a conquista, a não perder a oportunidade que se dispõe a frente, a jamais fechar uma porta que se abriu sem saber o que ela tem a me oferecer.
E os dias passam ligeiro, o ano acaba e a sensação latente é que ontem ele se deu inicio! Ainda se lembra do cheiro das iguarias na noite de Natal, a roupa do reveillon, os pedidos com fé a Deus. No drive thru da vida, nem sempre a entrega do pedido é imediata, já outras tantas, chegam com o pacote diferente do solicitado, e isso a indignação de se sentir lesado, não averigua o conteúdo que as vezes pela infinita sabedoria de Deus é melhor do que aquilo que se pediu. E se perde mais uma vez, com a ausência de ousadia.
E segue-se a vida no eterno desfragmentar com a esperança de ser inteiro, sendo que na verdade, o processo de inteirar é fruto de um complemento do eu-com-o-outro e a riqueza das relações humanas se dá em espelhar-me no outro, contemplar, ver o que apraz e o que precisa ser trabalhado, e assim caminhar e seguir em frente.
Por que o certo é que ninguém nunca se viu de verdade, vemos apenas o nosso reflexo! O espelho apenas apresenta a nossa imagem refletida, invertida, as fotografias fazem a mesma coisa... porem, o outro me vê, admira, as vezes acha graça, em outras repudia, porem esses olhares são importantes para a minha existência e faz com que a minha historia ganhe um corpo, enredo e coadjuvantes.
Silenciei as vozes dos poetas, dos filósofos amigos, até Salomão pedi um tempo sabático para adornar meu jardim, e colher tudo aquilo que estava procurando por mim! Nem sempre as oportunidades voltam, e não quero daqui alguns anos lamentar a covardia de não ter arriscado, se as muralhas me impedem de visualizar o horizonte é hora de romper com aquilo que limita minha visão...
A vida é única e so tenho o tempo que se chama HOJE para arriscar, perder, sofrer, chorar, conquistar, recuperar, alegrar, sorrir, proseguir, viver! A vida não vai parar com o intuito que eu realize uma analise s.w.a.t de cada circunstancia, e o maior investimento de risco que alguém pode fazer é se permitir ser feliz!
E assim segue o domingo...